segunda-feira, 30 de maio de 2011
PARA TI MEU IRMÃO
De pé, famélicos da terra
Da idéia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra
Cortai o mal bem pelo fundo
De pé, de pé, não mais senhores
Se nada somos em tal mundo
Sejamos tudo, ó produtores
Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional
Senhores, Patrões, chefes supremos
Nada esperamos de nenhum
Sejamos nós que conquistamos
A terra mãe livre e comum
Para não ter protestos vãos
Para sair desse antro estreito
Façamos nós por nossas mãos
Tudo o que a nós nos diz respeito
Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional
O crime de rico, a lei o cobre
O Estado esmaga o oprimido
Não há direitos para o pobre
Ao rico tudo é permitido
À opressão não mais sujeitos
Somos iguais todos os seres
Não mais deveres sem direitos
Não mais direitos sem deveres
Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional
Abomináveis na grandeza
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha
Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu
Querendo que ela o restitua
O povo só quer o que é seu
Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional
Nós fomos de fumo embriagados
Paz entre nós, guerra aos senhores
Façamos greve de soldados
Somos irmãos, trabalhadores
Se a raça vil, cheia de galas
Nos quer à força canibais
Logo verás que as nossas balas
São para os nossos generais
Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional
Pois somos do povo os ativos
Trabalhador forte e fecundo
Pertence a Terra aos produtivos
Ó parasitas deixai o mundo
Ó parasitas que te nutres
Do nosso sangue a gotejar
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar
Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional
Por hoje, até já.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
LEMBRANÇAS BONITAS
Fiz a narração do jogo ao lado do Ribeiro Cristóvão e é um dia que nunca me vou esquecer, porque essa foi a minha estreia internacional. E logo num jogo daquela dimensão. Foi deslumbrante para mim e acabou por ser o momento mais marcante da minha carreira.
Apesar de já ter estado numa final europeia, em 1984, o Porto não era uma equipa da alta-roda europeia e o Bayern era um colosso. Ainda por cima, o Prater estava lotado com adeptos alemães.
Ao intervalo, o Artur Jorge fez uma lavagem ao cérebro dos jogadores e o Porto surge transfigurado, começa a acreditar que era possível virar o jogo. E depois houve aqueles momentos mágicos, que todos os portugueses se lembram: o golo de calcanhar do Madjer (77 minutos) e o do Juary (79), que sentenciou a partida
Aquilo foi uma autêntica loucura. Era um clima mais intimista, havia uma outra relação entre as pessoas, havia menos concorrência. Lembro-me que éramos todos das mesmas cores: azul-e-branco. Depois da vitória, as pessoas choraram, gritaram foi indescritível
Foi assim que Miguel Prates descreveu um dos momentos gloriosos na história do Futebol Clube do Porto.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
NÃO ESQUECER
Álvaro Cunhal, falecido em Junho de 2005, permanece na nossa memória e nos nossos ideais!
Por essa razão, recordamos o importante poema de Pablo Neruda escrito quando o dirigente do PCP estava encarcerado no Forte de Peniche. O poema foi publicado num folheto das Edições Avante, "Contribuições à luta pela libertação de Álvaro Cunhal", e que incluía ainda um apelo de Jorge Amado à libertação do valoroso militante antifascista.
Quando desembarcas
em Lisboa,
Céu celeste e rosa,
estuque branco e ouro
pétalas de ladrilho
as casas,
as portas,
os tectos,
as janelas
salpicadas do ouro verde dos limões,
do azul ultramarino dos navios,
quando desembarcas
não conheces,
não sabes que por detrás das janelas
escuta
ronda
a polícia negra,
os carcereiros de luto
de Salazar, perfeitos
os de sacristia e calabouço
despachando presos para as ilhas,
condenando ao silêncio
pululando
como esquadrões de sombras
sob janelas verdes,
entre montes azuis,
polícia,
sob outonais cornucópias,
a polícia
procurando portugueses,
escavando o solo,
destinando os homens à sombra
Hoje não vos maço mais.Até já.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
ABRIL SEMPRE
Quando eu for grande não vou combater,
Como ela , somos livres,
Somos livres de dizer...
Somos um povo que cerra fileiras,
Face à conquista do pão e da paz ,
Somos livres, somos livres,
Não voltaremos atrás.
Hoje, estou triste e tenho saudade daquela manhã distante de Abril de 1974, quando saí á rua era facilmente perceptível que algo de novo tinha acontecido, aquilo que eu há muito sonhava. A vila de Moura encheu-se de uma onda inebriante de alegria: os militares tinham iniciado uma revolução pacífica com o fim de trazer para Portugal a democracia tão desejada e um clima de euforia e emoção contagiou tudo e todos.
“ O povo unido jamais será vencido” Abaixo a repressão”,” abaixo o fascismo” “ Viva a liberdade “ Viva a democracia” .
Ecoam na minha memórias tão vivos e tão reais como se os estivesse a ouvir neste momento e não posso deixar de relembrar e curvar-me perante a lembrança de quem já nos deixou, mas o seu nome ficará sempre no mais íntimo de quem ama a liberdade. Os slogans daquela época, não eram meras palavras vãs, vinham do fundo do coração de um povo lutador e sofredor, que mudou tanto nestes trinta e cinco anos, e como mudou!
Hoje somos livres, podemos fazer o que queremos, até confundimos liberdade com libertinagem e estamos tão confusos com a evolução tão rápida e tão pateticamente deslumbrados que até nos esquecemos que somos simples mortais e podemos dominar o mundo e uma forma egoísta e impensada. A vida passa num sopro e eu não devemos desperdiçar os momentos que ainda faltam viver, devemos vivê-los na plenitude sem nunca nos esquecermos que a nossa liberdade acaba onde acaba a liberdade do outro. Chegou até mim os ecos da desilusão de Otelo Saraiva de Carvalho : Se eu soubesse que o país chegaria a esta situação não tinha feito o 25 de Abril”, palavras de quem se entregou de corpo e alma a uma revolução que não soubemos aproveitar e é caso para aplicar o velho ditado “ Dá Deus nozes a quem não tem dentes”
Não me vou alongar mais, tenho tanta coisa para partilhar convosco, brevemente o farei, hoje só vou transcrever uns versos que fiz num momento de indignação, de tristeza e de saudade:
Tão jovem, tão sonhadora
Podias mudar o mundo,
Tão ingénua minha amiga,
Que sono tão profundo.
Os cravos que tu sonhaste,
Não chegaram a florir,
Simplesmente , ilusão,
Hoje tens que admitir.
Sonhavas com liberdade,
Um mundo de paz e igualdade,
Utopia e nada mais,
Olha a dura realidade.
Tu queres mas já não podes,
O teu tempo acabou,
Foi tão breve, foi tão lindo,
E tudo o vento levou.
Tanta alma á deriva,
Terra de Camões e Cunhal,
Minha pátria acorrentada,
Levanta-te ó Portugal.
Levanta-te e não recues,
Nesta luta desigual,
Levanta a tua bandeira,
Teu orgulho nacional,
És Portugal e isto basta,
Tu não podes esquecer,
O Abril tão distante,
Que um dia te fez renascer
Não foi assim tão distante,
Mas o povo já esqueceu,
Não foi m sonho virtual,
Porque Abril aconteceu
E termino com:
Arrasador
A primeira parte decorreu um pouco apagada com as duas equipas muito cautelosas, mas mesmo assim o Porto esteve por cima e até Falcão se deu ao luxo de falhar escandalosamente na boca da baliza e com Júlio César já batido. A história começou a fazer-se a partir do minuto sessenta e quatro, em apenas dez minutos mudou-se o rumo da eliminatória, graças à super equipa que mora no dragão e aos três golos mágicos de Moutinho, Hulk e Falcão, os suspeitos do costume cuja categoria é incomparável. João Moutinho vestido de azul e branco tornou-se um jogador perfeito, jogador que eu admiro desde os tempos no Sporting, tão jovem e era tão evidente a sua entrega. Foi ele que levou anos a fio a equipa de Alvalade às costas, a ida para o Porto foi um prémio merecido pela sua perseverança. O seu ponto fraco era a finalização, hoje marca golos o outro mundo. Hulk, o imparável, o incrível, possuidor de uma técnica invejável, a sua evolução é notória desde que chegou a Portugal , ultrapassou o individualismo e hoje é um jogador de equipa , tenho a certeza qe irá parar a um dos colossos do futebol mundial.
Falcão é único , é sem sombra de dúvida o melhor avançado a jogar em Portugal , o seu gesto técnico de marcar golos de cabeça só comparável com Mário Jardel. Falcão é mesmo um matador no sentido mais específico da palavra no mundo do futebol. Obrigado por teres escolhido o FCP, espero que não levantes voo tão rápido, ainda podes conquistar muitos troféus e a Champions está aí.
Destaquei estes três jogadores pela simples razão por terem sido os marcadores de serviço mas é justo salientar que todos os elementos em campo entregaram-se de alma e coração, escrevendo mais ma página doirada da história azul e branca.Extraordinário em dez minutos apenas deram volta a uma eliminatória perdida à partida . Nãoé qualquer equipa que faz essa proeza, apenas uma equipa motivada que pensa que apenas o céu é o limite . Cada vez acredito mais que vamos ser campeões da liga Europa , basta ultrapassar o Villa Real e depois com a mesma garra e motivação poderemos erguer o troféu.A equipa de André Vilas Boas é muito forte ,só comparável com a equipa qe conquistou a taça WEFA e CHAMPINS em 2003/2004.
André Vilas Boas foi uma aposta excelente e este jovem treinador, onde é visível a inteligência pelas palavras e pelas atitudes já conquistou o respeito de todos
O Special One começa a fazer história em Espanha , quando todos davam o favoritismo ao Barcelona , eis que Cristiano Ronaldo marca o golo que acaba com o jejum de dezassete anos que devolve a taça do rei ao Real Madrid. Agora vem aí a Champions e eu acredito que Mourinho vai erguer mais uma vez o caneco , pois não há duas sem três e a jovem velha raposa levará a água ao seu moinho e continuará a arrecadar mas troféus. Ou se ama José ou se odeia , mas temos que admitir que ele é especial , possuidor de inteligência única que o faz mover montanhas e confundir quem tem coragem de o criticar.
Há quem ache Mourinho arrogante , para mim é apenas m simples mortal que um dia sonhou tornar-se uma referência no futebol e para nosso orgulho é português.
Não vos maço mais com conversas de futebóis.
Até já.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
UM SONHO VIRTUAL
quinta-feira, 14 de abril de 2011
PARA ONDE CAMINHAMOS ?
Entram diariamente na minha casa imagens de guerra e violência e pergunto-me onde é que o mundo irá parar? Uma onda de revolta instalou-se nos países árabes e do norte de África e eis uma cruzada dos americanos e dos países ocidentais contra ditaduras com que pactuaram durante anos a fio e agora de repente estão dispostos a irradiar lídere carismáticos como o coronel Kadaff .Será apenas coincidência mas por esses lugares os poços petrolíferos são uma realidade e tem sido o petróleo o principal gerador de conflitos mundiais .A imagem das guerras dos tempos actuais ( tão diferente das gurras clássicas)é visualizada desde a Líbia onde os reporteres arriscam a vida na assia de subir mais uns degraus na sua carreira . podem encontrar a morte por acaso se forem atingidos pelo fogo cruzado dos confrontos bélicos.
A imagem daquele galo ficou-me na retina ,após uma batalha , ali estava expectante e sereno no meio do pó e do fumo , junto aos destroços causados pela explosões . A pregoa-se paz , mas simultaneamente faz-se a guerra , isto a tornar-se algo natural aos nossos olhos mas eu não consigo compreender , mas penso que há quem sobreviva do traalho do fabrico de armas , pensar que está a produzir algo que ceifará muitas vidas de uma forma gratuita e desumana.
Ainda muito pequena eu já sabia terror da humanidade , tinha uma bomba que bastava apertar um botão destruiria o planeta Terra num segundo.Mais tarde fiquei sabendo que isso não era bem assim mas que o perigo existe é um realidade e hoje constata-se que a energia nuclear é um perigo e ninguém pode calcular a porpoções devastadoras para a terra.
Do Japão chegam-nos ecos dos malefícios de tal energia , onde se luta para arrefecimento dos reactores , que não conseguem arrefecer , tal é a força desproporcional com que nos deparamos e para que acredia em bruxedos é uma energia do diabo , mas cada vaz é mais procupante quando vemos gente empenhada para que ela seja uma alternativa .
Para onde caminhamos , reféns de uma economia global que se só favorece uma minoria deixando a maioria à deriva.
Tudo é incerto nesta vida , qual é a força que aida nos move? Para onde caminhamos ? Pobres crianças ! Pobres velhinhos!
Por hoje é tudo , brevemente voltarei-
Até já
sexta-feira, 8 de abril de 2011
BENFICA 1 PORTO 2, APAGÃO ? SILÊNCIO?...
Para além das bolas de golfe , isqueiros , telemóveis e a moda das maçãs podres já é um hábito sempre que o João Moutinho for protagonista , mesmo assim o Porto não se intimidou vinha disposto a fazer história e a fibra dos jogadores empurraria a equipa rumo à vitória. Sobre o Graúdo e o Miúdo , sabemos todos quem levou a água ao seu moinho: André Vilas Boas foi uma aposta ganha por Jorge Nuno Pinto da Costa , desde a primeira hora vestiu a camisola azul e branca com com alma e um grito de revolta que atingiu o seu auge perante a nação benfiquista.Ao contrário Jesus foi contaminado com a ilusão que caracteriza o SLB ,tendo uma visão irreal : ser campeão europeu. cometeu o erro de acreditar que o campeonato estava ganho pela excelente época que tinha feito o ano passado e foi pouco humilde.O que se passou lá para as bandas da Luz não dignifica em nada o futebol e é caso para dizer que os limites estão a ser ultrapassados e pelas atitudes se avaliam as pessoas e o Benfica ficou muito mal na fotografia e o silencio confirma o drama de mau perdedor.
Quero aqui fazer homenagem a Artur Agostinho pela sua imparcialidade e isenção como sempre viveu o futebol, é um exemplo a seguir por todos os amantes do desporto rei.
Despeço-me com um até já e
VIVA O FUTEBOL DO PORTO , CAMPEÃO 2010/2011
quinta-feira, 31 de março de 2011
MOMENTOS DE DESCONTRAÇÃO
sexta-feira, 25 de março de 2011
ESTOU DE VOLTA
Deixo-vos com um pensamento para meditar " A vida é um período de férias que nos concede a morte".
Até já.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
HUMOR
A TUA MULHER
Dois amigos encontraram-se num centro comercial
-Olá Manel, que fazes por aqui?
-Olá João, ando a procura da minha mulher, e tu o que fazes?
-Também procuro a minha, bora vamos lá à procura. Como é a tua mulher?
- Loira, olhos verdes, sensual, esbelta, lábios carnudos e seios volumosos. E a tua como é?
- Esquece lá a minha, vamos mas é à procura da tua.
LIVRO DE CULINÁRIA
Pergunta uma amiga a outra
-Que livro estás ler?
- Amor em Tempo de Guerra, é um romance.
-E também estou a ler um , não sei se terá um final feliz, se irá terminar em tragédia.
-Ah, é um livro de suspense!
-Nada disso, é um livro de culinária.
A ENJOADINHA DO TERCEIRO ANDAR
O João chega a casa irritado
-Encontrei o vizinho do 2º andar, como é convencido o gajo, gaba-se de ter andado com todas as mulheres do prédio, menos com uma.
-Deve ser a enjoadinha do terceiro andar.
ERRO DE CÁLCULO
Uma bela morena no supermercado aborda o senhor Francisco:
-Você deve ser o pai de um dos meus filhos.
-Ah, você deve ser aquela prostituta com quem tive relações há vinte anos atrás.
-Que é isso ! Estou apenas a referir-me a ser eu a mãe da noiva do seu filho Pedrinho.
A CAMISA VERMELHA
Um capitão sempre que via aproximar-se um barco pirata gritava aos seus marinheiros:
-Tragam a minha camisa vermelha
Um dia indagaram-no o porquê da camisa vermelha
-Para ocultar o sangue no caso de ser ferido.
Um dia avistaram vários navios ao longe, então o capitão gritou:
-Tragam-me as minha calças castanhas.
VIBRO COM O DESPORTO REI
Terça-feira assistimos a um encontro de gigantes entre o Arsenal e o Barcelona, foi um desafio a não esquecer tal a natureza do futebol praticado. Venceu o Arsenal por duas bolas a uma ficou tudo em aberto para a segunda mão em Camp New, a equipa da Catalunha fará tudo para passar a eliminatória e para tal contará com o apoio dos adeptos e a magia do futebol praticado.
Quinta-feira entraram em acção as quatro equipas portuguesas que apenas lhe resta lutarem pela melhor classificação na liga Europa e ao mesmo tempo acumularem pontos que ditarão o nº de equipas que participarão nas competições europeias nos próximos tempos.
O Sporting de Braga, que já gozou de maior popularidade, agora anda pelas ruas da amargura, foi jogar à Polónia com o Lech Poznan sob uma tempestade de neve foi derrotada por um zero, mas em casa perante o seu público tem o dever de conseguir dar a volta à eliminatória e seguir em frente. Estou convicta que o desfecho final será favorável à equipa lusa.
Depois foi a vez do “ assustador” Benfica; a jogar em casa com o Estugarda que não se assustou e até inaugurou o marcador. Na segunda parte foi uma sucessão de lances perdidos e a dominância do Benfica foi uma evidência, mas lá levaram a água ao seu moinho e marcaram dois golos. Será esse resultado suficiente para ultrapassar este desafio, é que em Estugarda tudo pode acontecer. Ficou um amargo de boca com a sensação que se podia ter feito mais, mas não se fez, se calhar o Jorge Nuno Pinto da Costa mexeu os cordelinhos e o inédito aconteceu: A modesta equipa do Estugarda não se assustou e conseguiu no inferno da Luz aguentar um resultado que lhe poderá dar a passagem aos oitavos-de final da Liga Europa, talvez sim, talvez não, Quinta - Feira, saberemos.
Em simultâneo entraram em acção o Sporting e o Futebol Clube do Porto, o primeiro na Escócia contra o Glasgow Rangers e o FCP contra a poderosa Sevilha de Espanha.
A equipa de Alvalade que não goza de uma boa fase, jogou com cabeça e conseguiu um empate animador que lhe dará ânimo para a 2ª mão no Alvalade XXI. Tenho saudades do tempo em que se vibrava com os lagartinhos, hoje ténue imagem dessa época e lembro e recordo “ Só eu sei, porque não fico em casa” e eu que vibrei tanto com a fantasia de João Vieira Pinto e Mário Jardel.
Em Sevilha estádio que traz muito boas memórias aos dragões que em 2003 foram vencedores da então taça WEFA, realizou-se o encontro a quem alguém chamou o jogo dos conquistadores e eu gostei da forma da abordagem do jogo; ambas as equipas possuem invejáveis palmarés. Não sendo um jogo bonito, o Porto jogou com cabeça e foi visível na estratégia a inteligência do seu jovem treinador, o Sevilha em contra ataque arrepiava e fazia tremer os adeptos azuis e brancos.
Três golos marcados e ficou tudo em aberto para no Estádio do Dragão, onde tudo pode acontecer dada a qualidade das equipas e dos seus jogadores.
Torço pelas quatro equipas portuguesas. Sorte a todas.Vou voltar a falar delas na próxima eliminatória.,
Segunda-Feira teve lugar mais um dérbi lisboeta, onde não houve surpresas, o Benfica ganhou com toda a justiça e naturalidade, foi um jogo frenético que se estendeu para as bancadas onde acontecimentos inaceitáveis ocorriam em simultâneo com o jogo; arremesso de cadeiras e objectos entre os quais bolas de golfe e eu a pensar que só no Porto é que as podia visualizar, afinal são arremessadas em qualquer estádio de futebol do nosso país o que se está tornando preocupante para quem gosta de ir a um jogo de futebol e mais preocupante quando se é acompanhado por crianças que no meio da confusão não são protegidas.
Última hora :
Ontem o Porto perdeu com o Sevilha por uma bola a zero , quem fez o gosto ao pé foi Luís Fabiano a quem finalmente o estádio do Dragão deu sorte . Foi um jogo bem disputado , nem sempre ganha quem joga melhor , mas sim quem marca golos .Parabéns ao Sevilha , parabéns ao FCP pela passagem à próxima eliminatória.
Até já.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
EM TODOS OS GESTOS SEMPRE UMA PITADA DE AMOR
Não conheço nenhuma
outra razão para amar,
senão amar.
Que queres que te diga,
além de que te amo,
no que te quero dizer
é que te amo?"
Poesia de Fernando Pessoa
Tal como o Natal , o dia dos namorados deve ser todos os dias da nossa vida.
O amor é eterno, só a morte pode separar quem se ama.
Quem ama não trai.
Não te deites nunca zangado com quem amas , pois o dia seguinte é uma incógnita e pode ser que um dos dois já não esteja cá.
Feliz dia de São Valentim.
Até já.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
COMO PODE ACONTECER
Uma mulher esteve nove anos morta em casa. Vivia sozinha em Rinchoa, Sintra e, se estivesse viva, faria 96 anos na próxima semana. Apesar dos alertas dados por uma vizinha, a PSP só encontrou o corpo, dentro do apartamento, esta terça-feira, após este ter sido vendido num leilão pelas Finanças.
O cadáver esteve nove anos no chão da cozinha da casa onde vivia sozinha há 30 anos, na companhia de um cão. Nestes últimos nove anos uma vizinha, Aida Martins, tentou por diversas vezes alertar as autoridades para a situação e pediu mesmo para abrirem a porta do apartamento, o quarto andar direito.
Aida Martins deu por falta de Augusta Martinho em Agosto de 2002. A idosa de 87 anos deixou de ser vista e as cartas começaram a transbordar na caixa de correio. Na GNR disseram-lhe que não podiam abrir a porta. Foi preciso o apartamento ter sido vendido num leilão das Finanças, por causa das dívidas, para que tal acontecesse. Quem comprou não tinha chave e houve ordem de arrombar a porta.
Até ao momento as autoridades não se mostraram disponíveis para falar sobre este caso. Augusta Martinho faria 96 anos no próximo sábado. Tal como a dona, o seu cão de companhia foi encontrado morto na varanda.
Em pleno século XXI , isto demonstra a desumanização que é evidente na nossa sociedade como é possível que um ser humano morra e a sua morte seja ignorada durante 9 anos , isto mostra o isolamento em que vivem as pessoas e a indiferença perante o nosso semelhante faz parte do dia principalmente nos centros urbanos.Como é possível que as autoridades( GNR e PSP) tenham ignorado os sinais de alerta da vizinha que tinha detectado que havia algo errado visto a caixa do correio da vizinha abarrotar e a reforma não se levantada e de Augusta Martinho não se vista na rua há muito tempo.Como é possível as autoridades não ligarem aos alertas pois " senão cheira mal está tudo bem", mas não estava a senhora morreu sabe-se lá como e quanto tempo durou a sua agonia e nem o seu fiel amigo, o cãozinho que foi encontrado morto na varanda lhe pode valer , a ele também não houve uma mão que o afastasse da fatalidade de partir depois de a sua dona terminar a sua vida terrena. Uma janela sempre aberta e a agonia do cãozinho não foi ouvida pois nós os terrenos vivemos tão apressados no nosso mundo que não temos tempo para parar e olharmos para o lado e captar qualquer sinal de alarme .Não podemos parar e assim Augusta Martinho e o cão estiveram durante nove longos anos esquecidos no local onde viveram durante tanto tempo e ninguém deu pela sua falta , nem a janela sempre aberta , evidência de que alguma coisa não estava bem. Para a segurança social deve ter sido um alívio , mais numerário que ficou em caixa , para quê investigar ? Augusta Martinho era só um número e nos últimos anos nem número era, era apenas pó! Foi o imposto municipal não pago que causou a descoberta insólita : a casa foi penhorada e vendida em leilão ! Triste história de alguém que morreu sem dignidade!
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
AS MINHAS RECEITAS
domingo, 6 de fevereiro de 2011
O MENINO DE SUA MÃE
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
À VOLTA DA DEMOCRACIA
Democracia significa poder do povo, mas o que acontece actualmente, há razão para se por em causa a essência da palavra democracia. Será que podemos dizer que a democracia existe quando há uma justiça para ricos e outra para pobres? Se a democracia existisse mesmo, o povo seria mais feliz, as injustiças e as desigualdades diminuiriam, o fosso entre ricos e pobres seria cada vez menor. O povo não se revê nos seus representantes que canalizam todas as energias para resolverem problemas pessoais e partidários, na realidade a influência exercida pelo sufrágio universal não passa de pura ficção.
O sufrágio universal consiste em dar o direito ao voto a toda a população adulta de um estado, independentemente da raça, sexo, religião ou condição social. O Homem acreditou que o estabelecimento do sufrágio universal seria uma garantia para a liberdade do povo, mas enganou-se visto o político quando chega ao poder tem o hábito de esquecer-se do que prometeu aos eleitores. A democracia fica nas mãos dos letrados e do poder económico que impõem o poder e as suas ideias a toda a população. O que devia ser uma forma do cidadão manifestar a sua opinião sobre o rumo político a seguir, verifica-se precisamente o contrário ao praticarem-se politicas antagónicas à vontade manifestada pelo povo.
O voto não deve ser obrigatório porque isso tornar-se ia uma obrigação e na democracia deve haver liberdade de escolha. O voto deve de ser facultativo, respeitar a vontade do cidadão de votar ou não. O voto deve de ser exercido com plena consciência e para que isso aconteça o eleitor deve de ter um mínimo de cultura e saber o que está fazendo ao colocar a cruz. Um povo culto conhecedor dos seus direitos e deveres tem maior capacidade para tomar uma decisão consciente na hora de exercer o seu dever cívico. Devido aos resultados eleitorais não serem respeitados, o eleitor começa a ficar cansado e questiona a razão porque tem que votar, se depois os políticos não respeitam a vontade expressa no sufrágio eleitoral.
Nesta sociedade tão complexa onde tudo se confunde, é complicado compreender onde começa e onde acaba a democracia. Este novo sistema de organização mundial chamado globalização é um sistema pouco democrático visto o poder económico dominar o poder politico e os países ricos controlam os países pobres, é o que acontece na União Europeia onde os países ricos decidem tudo sobre a economia dos mais pobres, até o défice fica refém das decisões tomadas pelos dirigentes europeus. A verdadeira democracia é baseada no poder do povo só existe democracia quando a Convenção dos direitos humanos, passe do papel para a vida real e sejam respeitados na totalidade todos os parâmetros estipulados.
domingo, 23 de janeiro de 2011
OS NOSSOS FILHOS E OS VÍCIOS DOS JOGOS.
“A minha filha mais velha depressa me cooptou para cúmplice dos seus abusos digitais. (...) envolve-me em todas as matreirices”
Depois de muitos meses a poupar a semanada, a Carolina conseguiu comprar a PlayStation Portable (PSP, para os amigos) com que sonhava desde que descobrira os seus encantos numa visita a casa das primas mais velhas. Com a PSP veio o jogo ‘Toy Story 3’, e com o jogo ‘Toy Story 3’ os seus dois polegares tornaram-se o centro da sua vida: subitamente, a rapariga que não parava quieta passou a querer estar tardes inteiras com os olhos mergulhados num minúsculo rectângulo de plástico, a tentar salvar ‘Woody’ e ‘Buzz’.
Eu sou da geração pioneira dos jogos de computador, aquela que tornou o ZX Spectrum e os seus espantosos 48K num dos objectos mais populares dos anos 80. Foram horas e horas, dias após dias, semanas atrás de semanas a jogar ‘Match Day’ com o meu irmão, já para não falar de clássicos como ‘Arkanoid’ ou ‘Chuckie Egg’. Isso faz da Carolina, por sua vez, membro da primeira geração em que os pais percebem perfeitamente o vício que se apodera dos filhos quando uma consola lhes cai nas mãos.
Também eu já passei por aquela vontade frenética de ultrapassar mais um nível, de chegar um pouco mais à frente, de finalmente conseguir dar aquele salto, matar aquele inimigo, marcar aquele golo. E por isso o choradinho do "vá lá, papá, é só mais um bocadinho, a seguir eu vou a correr, está bem?" é como que um eco, que ressoa na minha cabeça e remete para mim próprio, dentes tortos e penteado ridículo, aí por volta de 1984.
Só que hoje em dia cabe-me a mim dizer, "não, não está nada bem, minha menina, vai mas é para a mesa que ainda há regras nesta casa". E eu esforço-me por desempenhar o papel de pai disciplinador. Só que, infelizmente – há que admiti-lo, e a minha mulher não se cansa de mo lembrar –, eu sou péssimo nesse papel. A minha boca está a dizer as palavras certas, mas a minha cabeça paira longe, ao ver o reflexo da criança que já fui nos olhos pedinchões da Carolina.
E claro, os miúdos, com aqueles radares incríveis com que vêm munidos de fábrica, topam isso à distância. Resultado: a minha filha mais velha depressa me cooptou para cúmplice dos seus abusos digitais. Passa-me a PSP para as mãos para resolver certos problemas, implora-me para jogar nas costas da mãe, envolve-me em todas as matreirices. Às quais digo sempre que não, porque sou um pai consciente. Descontando aquelas vezes em que digo "sim".
Texto do jornalista João Miguel Tavares, publicado no Correio da manhã de 23/01/2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
VOTAR EM CONSCIÊNCIA
Aproxima-se do final a campanha eleitoral para a Presidência da República, uma das campanhas mais vergonhosas na história da República portuguesa, dia 23 de Janeiro o Zé Povinho é chamado uma vez mais a cumprir o seu dever cívico, que permitirá a alguns direccionar o leme do navio que é Portugal que se está a afundar e está a ser vendido ao desbarato em nome da estabilidade das finanças públicas.
Seremos nós dignos do legado que nos deixaram os nossos antepassados? Um legado de valores que nos encheu de orgulho perante o doirado da nossa história e hoje somos comandados pelos caprichos de uma Europa que não faz mais que defender os interesses dos países mais ricos em esquecendo o interesse dos mais pobres que caminham à deriva ao sabor do novo sistema global que nos foi imposto.
Vamos nós votar para quê? Para ouvirmos mais tarde o nosso eleito afirmar que se sente um mero espectador e que pouco pode fazer pois os seus poderes são limitados, poderes esses que estão centralizados no parlamento, onde deviam de estar pessoas que representassem quem os elege, isso só acontece aparentemente, quando são eleitos esquecem-se da maioria que os elegeu e com toda a pouca vergonha só vão servir-se a si próprios esquecendo-se de quem os elegeu, sacudindo a água do capote e fazendo crer que a culpa de tudo mau que acontece é dos outros e nunca deles, que apenas guardam para si os louros (ou eles pensam que são louros!).
Voltando à campanha temos no rol a bonita quantidade de cinco candidatos: venha o diabo e escolha um, que eu não sei quem escolher, tão insonsa e tão baixa a campanha que têm feito, e nós embalados pelos futebóis, casas dos segredos e alguma caridadezinha à mistura vamos aguentando isto tudo, eu pergunto até quando a panela de pressão aguentará sem explodir? Ou talvez não? Não somos nós um povo de brandos costumes? Ou será que já fomos, não estaremos a ser contaminados pelos ventos podres que sopram de outras bandas a quem nós já nos estamos a vender?
O mais favorito é o ainda Presidente de República, e talvez o facto lhe atribua mais favoritismo, não tivesse ele a seu lado todos os sectores da direita portuguesa e alguns camuflados com cores partidárias enganosas. Até agora o professor Aníbal Cavaco Silva para mim tem sido ma pessoa possuidora de valores (o que se contam pelos dedos nos tempos que correm), mas segundo as notícias que vêm dos círculos políticos e quem sou eu para duvidar de pessoas que até querem ocupar o mais prestigiado cargo da republica, já não é a pessoa imaculada que nós pensávamos até agora, e o clima de suspeição continua a minar o no nosso país, há que ter medo até da nossa própria sombra.
Depois temos o candidato Manuel Alegre, pessoa que me deu força no tempo da ditadura, mas passados estes anos todos constato que não tem sido a pessoa coerente que eu idealizei; tem-se aproveitado como todos do poder e aquela voz revolucionária que aquecia os meus sonhos e acalmava a minha revolta, não passou de uma ilusão auditiva. A sua incoerência tem sido uma constante no seu discurso e por ironia do destino tem a apoiá-lo a poderosa máquina partidária do partido a que ele pertence e até o primeiro ministro está do seu lado, o que não fazem os políticos para manterem os seus privilégios, o candidato tem manifestado várias vezes discordância com as políticas adoptadas pelo actual governo, mas na hora das decisões valida as mesmas políticas. Simplesmente desilusão!
Depois aparece o candidato Francisco Lopes que podia ser uma boa alternativa de mudança, sendo ele candidato lançado por um partido mobilizador de massas com um discurso muito coerente, mas que os vícios da democracia também corromperam com a infiltração de pseudocomunistas e oportunistas. Associa-se o partido comunista a regimes tenebrosos como a Coreia do Norte e Cuba de Fidel Castro e as informações que vêm dessas bandas não são animadoras e deixa as pessoas de pé atrás.
Fernando Nobre, Presidente da AMI, tomou coragem e entrou na complexidade da campanha eleitoral. Tem tido um discurso muito comedido e respeitador, talvez por não ter uma carreira política, a sua vida tem sido as causas humanitárias e talvez as suas intenções sejam boas com vontade de mudança, mas falta-lhe o apoio popular e isso conquista-se com o tempo e não é de um dia para o outro, e o povo português não conhece bem o trabalho do candidato, felizmente no nosso país não tem havido grandes catástrofes, mas o eco que nos vem do exterior diz-nos que a AMI tem desempenhado bem o seu papel nos palcos das tragédias. O rosto da AMI é Fernando Nobre, bem haja a quem consegue por a sua vida ao serviço dos outros.
Defensor Moura, mais uma candidatura direccionada tendo como alvo principal Aníbal Cavaco Silva, eu questiono-me porque é que as coisas agora desvendadas não foram feitas em tempo oportuno e só agora em campanha eleitoral venham à baila?
José Manuel Coelho, natural da Madeira, ele próprio se diz uma anedota, mas a sua presença deixará marcas nesta campanha com as deixas que vai deixando por onde passa e nós perguntamos: Não será a caricatura deste país a beira-mar plantado, vendido e espoliado? Não será a caricatura da raiva e da revolta do povo de brandos costumes que todos os dias é confrontado com novas injustiças?
Como disse José Saramago, votar em branco é uma hipótese colocada em cima da mesa com o fim de demonstrar o nosso desagrado por aquilo que está a acontecer e que é muito preocupante e com as políticas seguidas e o sistema global instalado o fosso entre ricos e pobres será cada vez maior , e a palavra democracia aos poucos irá sendo esvaziado o seu genuíno significado.
As últimas sondagens dão a vitória na primeira volta ao candidato Aníbal Cavaco Silva, sondagens essas que influenciam os eleitores pois muitos vêm as sondagens como um resultado final e muitos pensem que não vale a pena ir votar porque já está tudo decidido. As coisas não são assim, o que conta são os votos que os eleitores colocarem nas urnas dia 23 de Janeiro. No final os votos serão contados e ganhará o que tiver maior número de votos. Não deixe de cumprir o seu dever cívico, não se abstenha, por um voto se ganha , por um voto se perde e se nós votarmos todos podemos fazer com que o resultado seja discutido numa segunda volta.Lembremo-nos de Humberto Delgado a quem afastaram num tempo em que predominava o medo no nosso país , mas eram outros tempos que não voltarão mais.
Vou reflectir antes de cumprir o meu dever cívico, e farei o que a minha consciência me ditar.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
O POETA CAUTELEIRO
A vida é uma ribeira;
Caí nela, infelizmente…
Hoje vou, queira ou não queira,
Aos trambolhões na corrente.
Crês que ser pobre é não ter
Pão alvo ou carne na mesa?
Mas é pior não saber
Suportar essa pobreza!
O luxo valor não tem
Nos que nascem p’ra pequenos:
Os pobres sentem-se bem
Com mais pão luxo a menos!
A esmola não cura a chaga;
Mas quem a dá não percebe
Ou ela avilta, que ela esmaga
O infeliz que a recebe.
A ninguém faltava o pão,
Se este dever se cumprisse:-
Ganharmos em relação
Com o que se produzisse.
O homem sonha acordado;
Sonhando a vida percorre…
E desse sonho dourado
Só acorda, quando morre!
Quantas, quantas infelizes
Deixam de ser virtuosas…
E depois são seus juízes
Os que as fazem criminosas!...
Sem que o discurso eu pedisse,
Ele falou; e eu escutei.
Gostei do que ele não disse;
Do que disse não gostei.
Tu, que tanto prometeste
Enquanto nada podias,
Hoje que podes – esqueceste
Tudo quanto prometias…
Chegasses onde pudesses;
Mas nunca devias rir
Nem fingir que não conheces
Quem te ajudou a subir!
Os que bons conselhos dão
Às vezes fazem-me rir,-
Por ver que eles próprios são
Incapazes de os seguir.
Espero que tenham gostado, brevemente voltarei
Até já.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
CONTO DE NATAL
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Que democracia?
sábado, 1 de janeiro de 2011
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
INSENSIBILIDADE
Dia 28 de Dezembro de 2010 , o ano está quase a despedir-se e poucas saudades nos deixa , principalmente a quem está a viver o drama do desemprego e infelizmente somos muitos os que fomos apanhados pelas garras de uma crise provocada, pelo capital e como sempre quem paga são sempre om mais fracos e mais vulneráveis , são sempre os que não têm voz pois a fatalidade faz parte das suas vidas : comer e calar porque as coisas serão sempre assim , serão sempre os mais fortes que terão a última palavra a dizer.Porém eu penso que as coisas não são bem assim , tu povo possuis uma força desconhecida ,apesar de te fazerem crer o contrário adormecendo-te com telenovelas , com realityshow, basta tu quereres e terás uuma palavra a dizer no panorama actual .Aproximam-se as presidenciais e lá vamos nós uma vez mais a manifestar o nosso sentido de voto, sabendo que a nossa vontade não será respeitada e muitas vezes nos desiludimos com quem nos acena com ventos de mudança , uma vez no poder vão pactuando uns com os outros e a palavra democracia é cada vez mais usada por oportunistas perdendo o seu verdadeiro significado. O poder político instalado nos seus confortáveis gabinetes , rodeado de boys , só vem até ti , quando precisa do teu voto para continuar exercendo um poder alimentado pelos seus boys, parasitas do poder e excluindo todos os outros que não sejam da sua cor política.Este poder político mete-me naúseas , não olham a meios para consegirem os fins e aí de quem se atravesse no seu caminho , a insensibilidade é tanta que nem o bem estar das crianças se respeita.É triste mas é assim , as atitudes impróprias vão-se sucedendo e as injustiças atenuando-se , eu pergunto como é que essas pessoas conseguem descansar sabendo que no dia do Juízo Final terão que dar contas pelos atropelos desta vida. Um dia tu também vais estar frágil e talvez te questiones o que podias ter feito e não fizeste , mas será demasiado tarde pois nessa vida não há chance de retorno.
Por hoje despeço-me desejando um ano 2011 mais promissor , sem fome e sem solidão.Até já.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
PARA REFLECTIR
I
Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...
Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço
Na segunda parte identifica os responsáveis de semelhante humilhação que se desenrola no mar alto , não fossem eles os seres iluminados da velha Europa hoje tão decadente mas que em pleno século XXI , permite situações que nos envergonham a todos.
Que importa do nauta o berço,
Donde é filho, qual seu lar? ....
Do Espanhol as cantilenas
Requebradas de langor,
Lembram as moças morenas,
As andaluzas em flor! ...
Da Itália o filho indolente
Canta Veneza dormente
O Inglês — marinheiro frio,
Que ao nascer no mar se achou, ...
O Francês — predestinado —
Canta os louros do passado
E os loureiros do porvir!...
Os marinheiros Helenos,
Que a vaga jônia criou,
Belos piratas morenos
Do mar que Ulisses cortou,
Homens que Fídias talhara,
Vão cantando em noite clara
Versos que Homero gemeu ...
Nautas de todas as plagas,
Vós sabeis achar nas vagas
As melodias do céu! ...
Na terceira parte conta num conjunto de versos de uma maneira incrédula algo terrível que visualiza no navio da humilhação e da morte.
III
Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!
Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano
Como o teu mergulhar no brigue voador!
Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!
É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...
Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!
Na quarta parte faz a descrição macabra do cenário:
Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!
E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...
Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!
No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..."
E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Qual um sonho dantesco as sombras voam!...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
E ri-se Satanás!...
Na quinta parte pergunta-se a razão de tal sorte e porque é que essas pessoas estão ali , ao mesmo tempo , o eu poético manifesta a sua indignação e pede castigos exemplares para qem é responsável por semelhantes atrocidades:
V
Quem são estes desgraçados São os filhos do deserto, São mulheres desgraçadas, Lá nas areias infindas, Depois, o areal extenso... Ontem a Serra Leoa, Ontem plena liberdade, Senhor Deus dos desgraçados! Na sexta e último aponta o dedo a Portugal , visto esses escravos serem provenientes do nosso passado de colonizador , e a bandeira nacional ser visível nos mastros desse navios sendo fonte de riqueza para uma minoria e de vergonha e indignação para a maioria do povo lusitano conhecedor de tais actos: VI Existe um povo que a bandeira empresta Auriverde pendão de minha terra, Fatalidade atroz que a mente esmaga! Belos versos, tristes versos, gritos de revolta de alguém que amava a liberdade e através da poesia rebelava a indignação sentida, perante a humilhação do ser humano e a sua sensibilidade poética deixou-nos este legado cultural tão rico e tão humano. Leiam e sintam a poesia de Castro Alves e reflictam nos crimes que nós portugueses cometemos durante a nossa época expansionista, Portugal já foi dono de um vasto império , hoje dependemos da ajuda externa e paira sobre as nossas cabeças o fantasma do FMI e o medo de perder a Independência. Estamos em plena época natalícia se é que o Natal não perdeu já todo o simbolismo que o caracteriza? Relembra~se todos os anos a solidariedade , mas era muito bom se o Natal fosse todos os dias na maneira como nos relacionamos com quem nos cruzamos : muitas vezes um simples sorriso faz toda a diferença.É urgente banir todos os tipos de preconceitos e olhar o nosso semelhante como igual e sem desconfiança. Em breve voltarei, até já.
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são? Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!...
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão. . .
Como Agar o foi também.
Que sedentas, alquebradas,
De longe... bem longe vêm...
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N'alma — lágrimas e fel...
Como Agar sofrendo tanto,
Que nem o leite de pranto
Têm que dar para Ismael.
Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis...
Passa um dia a caravana,
Quando a virgem na cabana
Cisma da noite nos véus ...
... Adeus, ó choça do monte,
... Adeus, palmeiras da fonte!...
... Adeus, amores... adeus!...
Depois, o oceano de pó.
Depois no horizonte imenso
Desertos... desertos só...
E a fome, o cansaço, a sede...
Ai! quanto infeliz que cede,
E cai p'ra não mais s'erguer!...
Vaga um lugar na cadeia,
Mas o chacal sobre a areia
Acha um corpo que roer.
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d'amplidão!
Hoje... o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar...
A vontade por poder...
Hoje... cúm'lo de maldade,
Nem são livres p'ra morrer. .
Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
E assim zombando da morte,
Dança a lúgubre coorte
Ao som do açoute... Irrisão!...
Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!...
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
Do teu manto este borrão?
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão! ...
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!
A ESCRAVIDÃO NO BRASIL
No Brasil, a escravidão teve início com a produção de açúcar na primeira metade do século XVI. Os portugueses traziam os negros africanos de suas colónias em África para utilizar como mão-de-obra escrava nas plantações de cana de açúcar no Nordeste do Brasil. Os comerciantes de escravos vendiam os africanos como se fossem mercadorias aqui no Brasil. Os mais saudáveis chegavam a valer o dobro daqueles mais fracos ou velhos.
O transporte era feito da África para o Brasil nos porões do navios negreiros. Amontoados, em condições desumanas, muitos morriam antes de chegar ao Brasil, sendo os corpos lançados ao mar.
Nas fazendas ou nas minas de ouro (a partir do século XVIII), os escravos eram tratados da pior forma possível. Trabalhavam muito (de sol a sol), recebendo apenas trapos de roupa e uma alimentação de péssima qualidade. Passavam as noites nas senzalas (galpões escuros, húmidos e com pouca higiene) acorrentados para evitar fugas. Eram constantemente castigados fisicamente, sendo que o açoite era a punição mais comum e mais temida pelos escravos.
Eram proibidos de praticar sua religião de origem africana ou de realizar suas festas e rituais africanos. Tinham que seguir a religião católica, imposta pelos senhores , adoptar a língua portuguesa na comunicação. Mesmo com todas as imposições e restrições, não deixaram a cultura africana se apagar. Escondidos, realizavam seus rituais, praticavam suas festas, mantiveram suas representações artísticas e até desenvolveram uma forma de luta: a capoeira.As mulheres negras também sofreram muito com a escravidão, eram utizadas principalmente, para trabalhos domésticos. Cozinheiras, arrumadeiras e até mesmo amas de leite e foram vítimas das mais diversas humilhações espancadas e violadas pelos senhores.
No Século do Ouro (XVIII) alguns escravos conseguiam comprar sua liberdade após adquirirem a carta de alforria. Juntando alguns "trocados" durante toda a vida, conseguiam tornar-se livres. Porém, as poucas oportunidades e o preconceito da sociedades acabavam fechando as portas para estas pessoas.
O negro também reagiu à escravidão, buscando uma vida digna. Foram comuns as revoltas nas fazendas em que grupos de escravos fugiam, formando nas florestas os famosos quilombos. Estes, eram comunidades bem organizadas, onde os integrantes viviam em liberdade, através de uma organização comunitária aos moldes do que existia na África. Nos quilombos, podiam praticar sua cultura, falar sua língua e exercer seus rituais religiosos.
Campanha Abolicionista e a Abolição da Escravatura
A partir da metade do século XIX a escravidão no Brasil passou a ser contestada pela Inglaterra. Interessada em ampliar seu mercado consumidor no Brasil e no mundo, o Parlamento Inglês aprovou a Lei Bill Aberdeen (1845), que proibia o tráfico de escravos, dando o poder aos ingleses de abordarem e aprisionarem navios de países que faziam esta prática.
Em 1850, o Brasil cedeu às pressões inglesas e aprovou a Lei Eusébio de Queiróz que acabou com o tráfico negreiro. Em 28 de setembro de 1871 era aprovada a Lei do Ventre Livre que dava liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir daquela data. E no ano de 1885 era promulgada a Lei dos Sexagenários que garantia liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade.
Somente no final do século XIX é que a escravidão foi mundialmente proibida . No Brasil foi abolida a escravatura dia 13 de Maio de 1888 com a promulgação da lei Áurea feita pela princesa Isabel.
Brevemente voltarei com a poesia de Castro Alves que se destacou na luta contra à escravatura .
Até já.
domingo, 12 de dezembro de 2010
DEDICO ESTES VERSOS A TODOS OS APAIXONADOS
Em cada flor um beijo meu
São flores lindas que lhe dou
Rosas vermelhas com amor
Amor que por você nasceu
Que seja assim por toda vida
E a Deus mais nada pedirei
Querida, mil vezes querida
Deusa na terra nascida
A Namorada que sonhei...
No dia consagrado aos namorados
Sairemos abraçados por aí a passear
Um dia, no futuro, então casados
Mas eternos namorados
Flores lindas eu ainda vou lhe dar...
Que seja assim por toda vida
E a Deus mais nada pedirei
Querida, mil vezes querida
Deusa na terra nascida
A Namorada que sonhei...