quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

À VOLTA DA DEMOCRACIA

Democracia significa poder do povo, mas o que acontece actualmente, há razão para se por em causa a essência da palavra democracia. Será que podemos dizer que a democracia existe quando há uma justiça para ricos e outra para pobres? Se a democracia existisse mesmo, o povo seria mais feliz, as injustiças e as desigualdades diminuiriam, o fosso entre ricos e pobres seria cada vez menor. O povo não se revê nos seus representantes que canalizam todas as energias para resolverem problemas pessoais e partidários, na realidade a influência exercida pelo sufrágio universal não passa de pura ficção.

O sufrágio universal consiste em dar o direito ao voto a toda a população adulta de um estado, independentemente da raça, sexo, religião ou condição social. O Homem acreditou que o estabelecimento do sufrágio universal seria uma garantia para a liberdade do povo, mas enganou-se visto o político quando chega ao poder tem o hábito de esquecer-se do que prometeu aos eleitores. A democracia fica nas mãos dos letrados e do poder económico que impõem o poder e as suas ideias a toda a população. O que devia ser uma forma do cidadão manifestar a sua opinião sobre o rumo político a seguir, verifica-se precisamente o contrário ao praticarem-se politicas antagónicas à vontade manifestada pelo povo.

O voto não deve ser obrigatório porque isso tornar-se ia uma obrigação e na democracia deve haver liberdade de escolha. O voto deve de ser facultativo, respeitar a vontade do cidadão de votar ou não. O voto deve de ser exercido com plena consciência e para que isso aconteça o eleitor deve de ter um mínimo de cultura e saber o que está fazendo ao colocar a cruz. Um povo culto conhecedor dos seus direitos e deveres tem maior capacidade para tomar uma decisão consciente na hora de exercer o seu dever cívico. Devido aos resultados eleitorais não serem respeitados, o eleitor começa a ficar cansado e questiona a razão porque tem que votar, se depois os políticos não respeitam a vontade expressa no sufrágio eleitoral.

Nesta sociedade tão complexa onde tudo se confunde, é complicado compreender onde começa e onde acaba a democracia. Este novo sistema de organização mundial chamado globalização é um sistema pouco democrático visto o poder económico dominar o poder politico e os países ricos controlam os países pobres, é o que acontece na União Europeia onde os países ricos decidem tudo sobre a economia dos mais pobres, até o défice fica refém das decisões tomadas pelos dirigentes europeus. A verdadeira democracia é baseada no poder do povo só existe democracia quando a Convenção dos direitos humanos, passe do papel para a vida real e sejam respeitados na totalidade todos os parâmetros estipulados.

domingo, 23 de janeiro de 2011

OS NOSSOS FILHOS E OS VÍCIOS DOS JOGOS.

“A minha filha mais velha depressa me cooptou para cúmplice dos seus abusos digitais. (...) envolve-me em todas as matreirices”

Depois de muitos meses a poupar a semanada, a Carolina conseguiu comprar a PlayStation Portable (PSP, para os amigos) com que sonhava desde que descobrira os seus encantos numa visita a casa das primas mais velhas. Com a PSP veio o jogo ‘Toy Story 3’, e com o jogo ‘Toy Story 3’ os seus dois polegares tornaram-se o centro da sua vida: subitamente, a rapariga que não parava quieta passou a querer estar tardes inteiras com os olhos mergulhados num minúsculo rectângulo de plástico, a tentar salvar ‘Woody’ e ‘Buzz’.

Eu sou da geração pioneira dos jogos de computador, aquela que tornou o ZX Spectrum e os seus espantosos 48K num dos objectos mais populares dos anos 80. Foram horas e horas, dias após dias, semanas atrás de semanas a jogar ‘Match Day’ com o meu irmão, já para não falar de clássicos como ‘Arkanoid’ ou ‘Chuckie Egg’. Isso faz da Carolina, por sua vez, membro da primeira geração em que os pais percebem perfeitamente o vício que se apodera dos filhos quando uma consola lhes cai nas mãos.

Também eu já passei por aquela vontade frenética de ultrapassar mais um nível, de chegar um pouco mais à frente, de finalmente conseguir dar aquele salto, matar aquele inimigo, marcar aquele golo. E por isso o choradinho do "vá lá, papá, é só mais um bocadinho, a seguir eu vou a correr, está bem?" é como que um eco, que ressoa na minha cabeça e remete para mim próprio, dentes tortos e penteado ridículo, aí por volta de 1984.

Só que hoje em dia cabe-me a mim dizer, "não, não está nada bem, minha menina, vai mas é para a mesa que ainda há regras nesta casa". E eu esforço-me por desempenhar o papel de pai disciplinador. Só que, infelizmente – há que admiti-lo, e a minha mulher não se cansa de mo lembrar –, eu sou péssimo nesse papel. A minha boca está a dizer as palavras certas, mas a minha cabeça paira longe, ao ver o reflexo da criança que já fui nos olhos pedinchões da Carolina.

E claro, os miúdos, com aqueles radares incríveis com que vêm munidos de fábrica, topam isso à distância. Resultado: a minha filha mais velha depressa me cooptou para cúmplice dos seus abusos digitais. Passa-me a PSP para as mãos para resolver certos problemas, implora-me para jogar nas costas da mãe, envolve-me em todas as matreirices. Às quais digo sempre que não, porque sou um pai consciente. Descontando aquelas vezes em que digo "sim".

Texto do jornalista João Miguel Tavares, publicado no Correio da manhã de 23/01/2011

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

VOTAR EM CONSCIÊNCIA

Aproxima-se do final a campanha eleitoral para a Presidência da República, uma das campanhas mais vergonhosas na história da República portuguesa, dia 23 de Janeiro o Zé Povinho é chamado uma vez mais a cumprir o seu dever cívico, que permitirá a alguns direccionar o leme do navio que é Portugal que se está a afundar e está a ser vendido ao desbarato em nome da estabilidade das finanças públicas.

Seremos nós dignos do legado que nos deixaram os nossos antepassados? Um legado de valores que nos encheu de orgulho perante o doirado da nossa história e hoje somos comandados pelos caprichos de uma Europa que não faz mais que defender os interesses dos países mais ricos em esquecendo o interesse dos mais pobres que caminham à deriva ao sabor do novo sistema global que nos foi imposto.

Vamos nós votar para quê? Para ouvirmos mais tarde o nosso eleito afirmar que se sente um mero espectador e que pouco pode fazer pois os seus poderes são limitados, poderes esses que estão centralizados no parlamento, onde deviam de estar pessoas que representassem quem os elege, isso só acontece aparentemente, quando são eleitos esquecem-se da maioria que os elegeu e com toda a pouca vergonha só vão servir-se a si próprios esquecendo-se de quem os elegeu, sacudindo a água do capote e fazendo crer que a culpa de tudo mau que acontece é dos outros e nunca deles, que apenas guardam para si os louros (ou eles pensam que são louros!).

Voltando à campanha temos no rol a bonita quantidade de cinco candidatos: venha o diabo e escolha um, que eu não sei quem escolher, tão insonsa e tão baixa a campanha que têm feito, e nós embalados pelos futebóis, casas dos segredos e alguma caridadezinha à mistura vamos aguentando isto tudo, eu pergunto até quando a panela de pressão aguentará sem explodir? Ou talvez não? Não somos nós um povo de brandos costumes? Ou será que já fomos, não estaremos a ser contaminados pelos ventos podres que sopram de outras bandas a quem nós já nos estamos a vender?

O mais favorito é o ainda Presidente de República, e talvez o facto lhe atribua mais favoritismo, não tivesse ele a seu lado todos os sectores da direita portuguesa e alguns camuflados com cores partidárias enganosas. Até agora o professor Aníbal Cavaco Silva para mim tem sido ma pessoa possuidora de valores (o que se contam pelos dedos nos tempos que correm), mas segundo as notícias que vêm dos círculos políticos e quem sou eu para duvidar de pessoas que até querem ocupar o mais prestigiado cargo da republica, já não é a pessoa imaculada que nós pensávamos até agora, e o clima de suspeição continua a minar o no nosso país, há que ter medo até da nossa própria sombra.

Depois temos o candidato Manuel Alegre, pessoa que me deu força no tempo da ditadura, mas passados estes anos todos constato que não tem sido a pessoa coerente que eu idealizei; tem-se aproveitado como todos do poder e aquela voz revolucionária que aquecia os meus sonhos e acalmava a minha revolta, não passou de uma ilusão auditiva. A sua incoerência tem sido uma constante no seu discurso e por ironia do destino tem a apoiá-lo a poderosa máquina partidária do partido a que ele pertence e até o primeiro ministro está do seu lado, o que não fazem os políticos para manterem os seus privilégios, o candidato tem manifestado várias vezes discordância com as políticas adoptadas pelo actual governo, mas na hora das decisões valida as mesmas políticas. Simplesmente desilusão!

Depois aparece o candidato Francisco Lopes que podia ser uma boa alternativa de mudança, sendo ele candidato lançado por um partido mobilizador de massas com um discurso muito coerente, mas que os vícios da democracia também corromperam com a infiltração de pseudocomunistas e oportunistas. Associa-se o partido comunista a regimes tenebrosos como a Coreia do Norte e Cuba de Fidel Castro e as informações que vêm dessas bandas não são animadoras e deixa as pessoas de pé atrás.

Fernando Nobre, Presidente da AMI, tomou coragem e entrou na complexidade da campanha eleitoral. Tem tido um discurso muito comedido e respeitador, talvez por não ter uma carreira política, a sua vida tem sido as causas humanitárias e talvez as suas intenções sejam boas com vontade de mudança, mas falta-lhe o apoio popular e isso conquista-se com o tempo e não é de um dia para o outro, e o povo português não conhece bem o trabalho do candidato, felizmente no nosso país não tem havido grandes catástrofes, mas o eco que nos vem do exterior diz-nos que a AMI tem desempenhado bem o seu papel nos palcos das tragédias. O rosto da AMI é Fernando Nobre, bem haja a quem consegue por a sua vida ao serviço dos outros.

Defensor Moura, mais uma candidatura direccionada tendo como alvo principal Aníbal Cavaco Silva, eu questiono-me porque é que as coisas agora desvendadas não foram feitas em tempo oportuno e só agora em campanha eleitoral venham à baila?

José Manuel Coelho, natural da Madeira, ele próprio se diz uma anedota, mas a sua presença deixará marcas nesta campanha com as deixas que vai deixando por onde passa e nós perguntamos: Não será a caricatura deste país a beira-mar plantado, vendido e espoliado? Não será a caricatura da raiva e da revolta do povo de brandos costumes que todos os dias é confrontado com novas injustiças?

Como disse José Saramago, votar em branco é uma hipótese colocada em cima da mesa com o fim de demonstrar o nosso desagrado por aquilo que está a acontecer e que é muito preocupante e com as políticas seguidas e o sistema global instalado o fosso entre ricos e pobres será cada vez maior , e a palavra democracia aos poucos irá sendo esvaziado o seu genuíno significado.

As últimas sondagens dão a vitória na primeira volta ao candidato Aníbal Cavaco Silva, sondagens essas que influenciam os eleitores pois muitos vêm as sondagens como um resultado final e muitos pensem que não vale a pena ir votar porque já está tudo decidido. As coisas não são assim, o que conta são os votos que os eleitores colocarem nas urnas dia 23 de Janeiro. No final os votos serão contados e ganhará o que tiver maior número de votos. Não deixe de cumprir o seu dever cívico, não se abstenha, por um voto se ganha , por um voto se perde e se nós votarmos todos podemos fazer com que o resultado seja discutido numa segunda volta.Lembremo-nos de Humberto Delgado a quem afastaram num tempo em que predominava o medo no nosso país , mas eram outros tempos que não voltarão mais.

Vou reflectir antes de cumprir o meu dever cívico, e farei o que a minha consciência me ditar.

Brevemente voltarei, até já.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O POETA CAUTELEIRO

António Aleixo nasceu em Vila Real de Santo António no dia 18 de Fevereiro de 1899 e faleceu no dia 16 de Novembro de 1949 em Loulé. A sua vida foi passada entre Portugal e França para onde emigrou à procura de melhores condições de vida, pois era pobre e semianalfabeto, mesmo assim deixou-nos uma obra prima e o seu nome ficou na lista doirada dos poetas portugueses. Muito atento e muito espontâneo, nos seus versos exprimiu a sua revolta e disse verdades de uma maneira que só ele o soube fazer, ficou conhecido pelo poeta do povo: os seus versos confundiam-se com os dizeres dessa massa humana que era o povo português dessa época. Homem muito sofrido, mas muito resistente, viu partir a sua filha, vítima de tuberculose, doença que o fez sucumbir anos mais tarde e que o acompanhou até à morte. Abaixo vou seleccionar umas quadras do nosso António Aleixo e transcrevê-las, espero que gostem.

A vida é uma ribeira;
Caí nela, infelizmente…
Hoje vou, queira ou não queira,
Aos trambolhões na corrente.

Crês que ser pobre é não ter
Pão alvo ou carne na mesa?
Mas é pior não saber
Suportar essa pobreza!

O luxo valor não tem
Nos que nascem p’ra pequenos:
Os pobres sentem-se bem
Com mais pão luxo a menos!

A esmola não cura a chaga;
Mas quem a dá não percebe
Ou ela avilta, que ela esmaga
O infeliz que a recebe.

A ninguém faltava o pão,
Se este dever se cumprisse:-
Ganharmos em relação
Com o que se produzisse.

O homem sonha acordado;
Sonhando a vida percorre…
E desse sonho dourado
Só acorda, quando morre!

Quantas, quantas infelizes
Deixam de ser virtuosas…
E depois são seus juízes
Os que as fazem criminosas!...

Sem que o discurso eu pedisse,
Ele falou; e eu escutei.
Gostei do que ele não disse;
Do que disse não gostei.

Tu, que tanto prometeste
Enquanto nada podias,
Hoje que podes – esqueceste
Tudo quanto prometias…

Chegasses onde pudesses;
Mas nunca devias rir
Nem fingir que não conheces
Quem te ajudou a subir!

Os que bons conselhos dão
Às vezes fazem-me rir,-
Por ver que eles próprios são
Incapazes de os seguir.

Espero que tenham gostado, brevemente voltarei
Até já.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

CONTO DE NATAL

Vou transcrever um conto de natal , leiam com emoção e tirem as respectivas ilações.

No tempo em que Cristo andava por esse mundo , vivia em Jerusalém uma triste viúva,a mais desgraçada das mulheres de Israel e seu único filho, todo aleijado, jazia sobre uma cama apodrecida, atrofiando-se e gemendo.
Sobre a mãe e filho, como uma noite de pesadelos, caiu a mais profunda miséria.Até azeite faltava, para acender a lâmpada de barro , jogada a um canto.
Um dia um mendigo entrou no casebre ,repartiu o pão que trazia com os dois e enquanto coçava as feridas da perna, contou que havia aparecido um Rabi, na Galileia, um homem que amava as criancinhas e que prometia aos pobres um reino luminoso, maior do que a Corte de Salomão!
Com os olhos famintos a mãe quis onde encontrar aquele Rabi e o mendigo suspirou :
-Quantos o desejaram e quantos perderam a esperança de encontrá-lo!Obed , tão rico e Sétimus tão soberano, mandaram caravanas atrás do Rabi, com generosas promessas de recompensas...E as caravanas voltaram sem ter descoberto em que mata, em que cidade, em que toca ou palácio se escondia Jesus.
A tarde caia.O mendigo apanhou o seu bordão,desceu pelo duro trilho entre o urze e a rocha.
A mãe voltou ao seu canto, mais vergada ,mais abandonada...
E então, o filhinho num murmúrio mais débil que o roçar de ma asa, pediu à mãe que lhe trouxesse esse Rabi que amava as criancinhas ,ainda as mais pobres e sarava todos os males, ainda os mais antigos.
A mãe aperta a cabeça esguedelhada:
-Oh! Filho.E como queres que te deixe sozinho e me meta nos caminhos,à procura do Rabi da Galileia?Coed é rico e tem servos e, em vão buscaram por Jesus, por areias e colinas...Sétimus é forte e tem soldados e, em vão procuraram por Jesus, por todos os caminhos!Como queres que te deixe?Jesus anda por muito longe e a nossa dor mora aqui , connosco, dentro dessas paredes e, dentro delas nos prende! E mesmo que o encontrasse , como convenceria eu o Rabi a vir até aqui, para sarar um entrevado tão pobre,sobre em uma cama tão em pedaços?
A criança, cor das lágrimas nos olhos, murmurou:
-Oh! Mãe!Jesus ama todas os pequeninos...E eu , ainda tão o pequeno e com um mal tão grande e que tanto queria sarar.
E a mãe suplicou entre os soluços:
-Oh! Meu filho!Como te posso deixar sozinho, longas as estradas da Galileia e curta a piedade dos homens!Até os cães me ladrariam ao passar...Talvez Jesus morresse ...Ninguém o achou!Talvez o céu o tenha levado, da mesma forma que os trouxe...
Erguendo as suas mãos que tremiam , o menino suplicou:
-Oh! Mãe eu queria ver Jesus!
E logo, abrindo devagar a porta e sorrindo, Jesus disse à criancinha:
-Aqui estou.

Conto de natal de Eça de Queirós

Despeço-me com um até já.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Que democracia?

Democracia significa poder do povo, mas o que acontece actualmente, há razão para se por em causa a essência da palavra democracia. Será que podemos dizer que a democracia existe quando há uma justiça para ricos e outra para pobres? Se a democracia existisse mesmo, o povo seria mais feliz, as injustiças e as desigualdades diminuiriam, o fosso entre ricos e pobres seria cada vez menor. O povo não se revê nos seus representantes que canalizam todas as energias para resolverem problemas pessoais e partidários, na realidade a influência exercida pelo sufrágio universal não passa de pura ficção.
O sufrágio universal consiste em dar o direito ao voto a toda a população adulta de um estado, independentemente da raça, sexo, religião ou condição social. O Homem acreditou que o estabelecimento do sufrágio universal seria uma garantia para a liberdade do povo, mas enganou-se visto o político quando chega ao poder tem o hábito de esquecer-se do que prometeu aos eleitores. A democracia fica nas mãos dos letrados e do poder económico que impõem o poder e as suas ideias a toda a população. O que devia ser uma forma do cidadão manifestar a sua opinião sobre o rumo político a seguir, verifica-se precisamente o contrário ao praticarem-se politicas antagónicas à vontade manifestada pelo povo.
O voto não deve ser obrigatório porque isso tornar-se ia uma obrigação e na democracia deve haver liberdade de escolha. O voto deve de ser facultativo, respeitar a vontade do cidadão de votar ou não. O voto deve de ser exercido com plena consciência e para que isso aconteça o eleitor deve de ter um mínimo de cultura e saber o que está fazendo ao colocar a cruz. Um povo culto conhecedor dos seus direitos e deveres tem maior capacidade para tomar uma decisão consciente na hora de exercer o seu dever cívico. Devido aos resultados eleitorais não serem respeitados, o eleitor começa a ficar cansado e questiona a razão porque tem que votar, se depois os políticos não respeitam a vontade expressa no sufrágio eleitoral.
Nesta sociedade tão complexa onde tudo se confunde, é complicado compreender onde começa e onde acaba a democracia. Este novo sistema de organização mundial chamado globalização é um sistema pouco democrático visto o poder económico dominar o poder politico e os países ricos controlam os países pobres, é o que acontece na União Europeia onde os países ricos decidem tudo sobre a economia dos mais pobres, até o défice fica refém das decisões tomadas pelos dirigentes europeus. A verdadeira democracia é baseada no poder do povo só existe democracia quando a Convenção dos direitos humanos, passe do papel para a vida real e sejam respeitados na totalidade todos os parâmetros estipulados.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

INSENSIBILIDADE

Dia 28 de Dezembro de 2010 , o ano está quase a despedir-se e poucas saudades nos deixa , principalmente a quem está a viver o drama do desemprego e infelizmente somos muitos os que fomos apanhados pelas garras de uma crise provocada, pelo capital e como sempre quem paga são sempre om mais fracos e mais vulneráveis , são sempre os que não têm voz pois a fatalidade faz parte das suas vidas : comer e calar porque as coisas serão sempre assim , serão sempre os mais fortes que terão a última palavra a dizer.Porém eu penso que as coisas não são bem assim , tu povo possuis uma força desconhecida ,apesar de te fazerem crer o contrário adormecendo-te com telenovelas , com realityshow, basta tu quereres e terás uuma palavra a dizer no panorama actual .Aproximam-se as presidenciais e lá vamos nós uma vez mais a manifestar o nosso sentido de voto, sabendo que a nossa vontade não será respeitada e muitas vezes nos desiludimos com quem nos acena com ventos de mudança , uma vez no poder vão pactuando uns com os outros e a palavra democracia é cada vez mais usada por oportunistas perdendo o seu verdadeiro significado. O poder político instalado nos seus confortáveis gabinetes , rodeado de boys , só vem até ti , quando precisa do teu voto para continuar exercendo um poder alimentado pelos seus boys, parasitas do poder e excluindo todos os outros que não sejam da sua cor política.Este poder político mete-me naúseas , não olham a meios para consegirem os fins e aí de quem se atravesse no seu caminho , a insensibilidade é tanta que nem o bem estar das crianças se respeita.É triste mas é assim , as atitudes impróprias vão-se sucedendo e as injustiças atenuando-se , eu pergunto como é que essas pessoas conseguem descansar sabendo que no dia do Juízo Final terão que dar contas pelos atropelos desta vida. Um dia tu também vais estar frágil e talvez te questiones o que podias ter feito e não fizeste , mas será demasiado tarde pois nessa vida não há chance de retorno.

Por hoje despeço-me desejando um ano 2011 mais promissor , sem fome e sem solidão.
Até já.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

PARA REFLECTIR

Olá hoje decidi transcrever partes de um poema de Castro Alves :Navio Negreiro , que é um grito de revolta e indignação contra a escravatura das populações africanas levadas para o Brasil e transportadas em condições que devem envergonhar qualquer ser humano.Este poema transporta-nos até ao oceano bravio , onde a intolerância e a frustração ,de mãos dadas com humilhação e a morte de quem só podia sentir raiva e indignação , será que esses desgraçados tinham força física e mental para se aperceberem da situação tão degradante que viviam.
Castro Alves divide o poema em seis partes:
Na primeira localiza-se em alto mar a bordo de um navio-

I

Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...

Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço

Na segunda parte identifica os responsáveis de semelhante humilhação que se desenrola no mar alto , não fossem eles os seres iluminados da velha Europa hoje tão decadente mas que em pleno século XXI , permite situações que nos envergonham a todos.

Que importa do nauta o berço,
Donde é filho, qual seu lar? ....

Do Espanhol as cantilenas
Requebradas de langor,
Lembram as moças morenas,
As andaluzas em flor! ...

Da Itália o filho indolente
Canta Veneza dormente

O Inglês — marinheiro frio,
Que ao nascer no mar se achou, ...

O Francês — predestinado —
Canta os louros do passado
E os loureiros do porvir!...

Os marinheiros Helenos,
Que a vaga jônia criou,
Belos piratas morenos
Do mar que Ulisses cortou,
Homens que Fídias talhara,
Vão cantando em noite clara
Versos que Homero gemeu ...
Nautas de todas as plagas,
Vós sabeis achar nas vagas
As melodias do céu! ...

Na terceira parte conta num conjunto de versos de uma maneira incrédula algo terrível que visualiza no navio da humilhação e da morte.

III


Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!
Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano
Como o teu mergulhar no brigue voador!
Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!
É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...
Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!

Na quarta parte faz a descrição macabra do cenário:

Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...

Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!

E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...

Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!

No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..."

E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Qual um sonho dantesco as sombras voam!...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
E ri-se Satanás!...

Na quinta parte pergunta-se a razão de tal sorte e porque é que essas pessoas estão ali , ao mesmo tempo , o eu poético manifesta a sua indignação e pede castigos exemplares para qem é responsável por semelhantes atrocidades:

V


Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!

Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são? Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!...

São os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão. . .

São mulheres desgraçadas,
Como Agar o foi também.
Que sedentas, alquebradas,
De longe... bem longe vêm...
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N'alma — lágrimas e fel...
Como Agar sofrendo tanto,
Que nem o leite de pranto
Têm que dar para Ismael.

Lá nas areias infindas,
Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis...
Passa um dia a caravana,
Quando a virgem na cabana
Cisma da noite nos véus ...
... Adeus, ó choça do monte,
... Adeus, palmeiras da fonte!...
... Adeus, amores... adeus!...

Depois, o areal extenso...
Depois, o oceano de pó.
Depois no horizonte imenso
Desertos... desertos só...
E a fome, o cansaço, a sede...
Ai! quanto infeliz que cede,
E cai p'ra não mais s'erguer!...
Vaga um lugar na cadeia,
Mas o chacal sobre a areia
Acha um corpo que roer.

Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d'amplidão!
Hoje... o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar...

Ontem plena liberdade,
A vontade por poder...
Hoje... cúm'lo de maldade,
Nem são livres p'ra morrer. .
Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
E assim zombando da morte,
Dança a lúgubre coorte
Ao som do açoute... Irrisão!...

Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!...
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
Do teu manto este borrão?
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão! ...


Na sexta e último aponta o dedo a Portugal , visto esses escravos serem provenientes do nosso passado de colonizador , e a bandeira nacional ser visível nos mastros desse navios sendo fonte de riqueza para uma minoria e de vergonha e indignação para a maioria do povo lusitano conhecedor de tais actos:

VI

Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...

Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...

Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!

Belos versos, tristes versos, gritos de revolta de alguém que amava a liberdade e através da poesia rebelava a indignação sentida, perante a humilhação do ser humano e a sua sensibilidade poética deixou-nos este legado cultural tão rico e tão humano.

Leiam e sintam a poesia de Castro Alves e reflictam nos crimes que nós portugueses cometemos durante a nossa época expansionista, Portugal já foi dono de um vasto império , hoje dependemos da ajuda externa e paira sobre as nossas cabeças o fantasma do FMI e o medo de perder a Independência.

Estamos em plena época natalícia se é que o Natal não perdeu já todo o simbolismo que o caracteriza? Relembra~se todos os anos a solidariedade , mas era muito bom se o Natal fosse todos os dias na maneira como nos relacionamos com quem nos cruzamos : muitas vezes um simples sorriso faz toda a diferença.É urgente banir todos os tipos de preconceitos e olhar o nosso semelhante como igual e sem desconfiança.

Em breve voltarei, até já.


A ESCRAVIDÃO NO BRASIL

No Brasil, a escravidão teve início com a produção de açúcar na primeira metade do século XVI. Os portugueses traziam os negros africanos de suas colónias em África para utilizar como mão-de-obra escrava nas plantações de cana de açúcar no Nordeste do Brasil. Os comerciantes de escravos vendiam os africanos como se fossem mercadorias aqui no Brasil. Os mais saudáveis chegavam a valer o dobro daqueles mais fracos ou velhos.

O transporte era feito da África para o Brasil nos porões do navios negreiros. Amontoados, em condições desumanas, muitos morriam antes de chegar ao Brasil, sendo os corpos lançados ao mar.

Nas fazendas ou nas minas de ouro (a partir do século XVIII), os escravos eram tratados da pior forma possível. Trabalhavam muito (de sol a sol), recebendo apenas trapos de roupa e uma alimentação de péssima qualidade. Passavam as noites nas senzalas (galpões escuros, húmidos e com pouca higiene) acorrentados para evitar fugas. Eram constantemente castigados fisicamente, sendo que o açoite era a punição mais comum e mais temida pelos escravos.

Eram proibidos de praticar sua religião de origem africana ou de realizar suas festas e rituais africanos. Tinham que seguir a religião católica, imposta pelos senhores , adoptar a língua portuguesa na comunicação. Mesmo com todas as imposições e restrições, não deixaram a cultura africana se apagar. Escondidos, realizavam seus rituais, praticavam suas festas, mantiveram suas representações artísticas e até desenvolveram uma forma de luta: a capoeira.As mulheres negras também sofreram muito com a escravidão, eram utizadas principalmente, para trabalhos domésticos. Cozinheiras, arrumadeiras e até mesmo amas de leite e foram vítimas das mais diversas humilhações espancadas e violadas pelos senhores.

No Século do Ouro (XVIII) alguns escravos conseguiam comprar sua liberdade após adquirirem a carta de alforria. Juntando alguns "trocados" durante toda a vida, conseguiam tornar-se livres. Porém, as poucas oportunidades e o preconceito da sociedades acabavam fechando as portas para estas pessoas.

O negro também reagiu à escravidão, buscando uma vida digna. Foram comuns as revoltas nas fazendas em que grupos de escravos fugiam, formando nas florestas os famosos quilombos. Estes, eram comunidades bem organizadas, onde os integrantes viviam em liberdade, através de uma organização comunitária aos moldes do que existia na África. Nos quilombos, podiam praticar sua cultura, falar sua língua e exercer seus rituais religiosos.

Campanha Abolicionista e a Abolição da Escravatura

A partir da metade do século XIX a escravidão no Brasil passou a ser contestada pela Inglaterra. Interessada em ampliar seu mercado consumidor no Brasil e no mundo, o Parlamento Inglês aprovou a Lei Bill Aberdeen (1845), que proibia o tráfico de escravos, dando o poder aos ingleses de abordarem e aprisionarem navios de países que faziam esta prática.

Em 1850, o Brasil cedeu às pressões inglesas e aprovou a Lei Eusébio de Queiróz que acabou com o tráfico negreiro. Em 28 de setembro de 1871 era aprovada a Lei do Ventre Livre que dava liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir daquela data. E no ano de 1885 era promulgada a Lei dos Sexagenários que garantia liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade.

Somente no final do século XIX é que a escravidão foi mundialmente proibida . No Brasil foi abolida a escravatura dia 13 de Maio de 1888 com a promulgação da lei Áurea feita pela princesa Isabel.

Brevemente voltarei com a poesia de Castro Alves que se destacou na luta contra à escravatura .

Até já.


domingo, 12 de dezembro de 2010

DEDICO ESTES VERSOS A TODOS OS APAIXONADOS

Receba as flores que lhe dou
Em cada flor um beijo meu
São flores lindas que lhe dou
Rosas vermelhas com amor
Amor que por você nasceu

Que seja assim por toda vida
E a Deus mais nada pedirei
Querida, mil vezes querida
Deusa na terra nascida
A Namorada que sonhei...

No dia consagrado aos namorados
Sairemos abraçados por aí a passear
Um dia, no futuro, então casados
Mas eternos namorados
Flores lindas eu ainda vou lhe dar...

Que seja assim por toda vida
E a Deus mais nada pedirei
Querida, mil vezes querida
Deusa na terra nascida
A Namorada que sonhei...

Espero que tenham gostado , até já.

sábado, 11 de dezembro de 2010

COMER E CHORAR POR MAIS

Sonhos de Abóbora

Ingredientes:

  • 0,5 litro de água
  • 150 gr de abóbora
  • Casca de 1/4 de limão
  • 150 gr de manteiga
  • 1/2 cálice de aguardente
  • 10 ovos
  • 150 gr de açúcar
  • 350 gr de farinha
imagem: Receita de Sonhos de Abóbora

Preparação:

  1. Coloque num tacho com a água, a abóbora, a casca de limão, a manteiga e a aguardente.

  2. Leve ao lume até ferver.

  3. Misture a farinha e coza, mexendo sempre, até a massa se despegar do fundo do tacho.

  4. Deixe arrefecer e misture os ovos, um a um.

  5. Deite colheradas de massa em óleo fervente. Retire quando estiverem loiros. Passe por açúcar e canela.


Bom apetite, até já.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

FREQUÊNCIA ASSUSTADORA

A mãe natureza está zangada connosco , cada vez são mais frequentes fenómenos naturais apocalípticos em todas as partes do globo. Os tornados que antes só ouvíamos falar deles pelo registo da passagem noutras zonas do globo , ultimamente têm vindo tornar-se mais um pesadelo , neste ex jardim à beira mar plantado.O clima da Terra está a tornar-se preocupante : são muitos os sinais de alerta de que algo está a mudar e perante a impotência do Homem de que nada pode fazer e a vontade de fazer algo também é pouca , e os dias sucedem-se e nada é feito , será que não estamos caminhando para a nossa autodestruição ?
Os alertas são evidentes , falando exclusivamente do concelho de Barrancos , essas alternâncias verificada nos últimos dias , entre frio extremo e temperaturas primaveris e as trovoadas que há uns anos atrás só nos visitavam em Maio , agora são uma constante em qualquer época do ano.
Palavras sábias me disseram , não penses que o Homem irá destruir o planeta , é uma ilusão, o que irá acontecer é uma incógnita que só o tempo o dirá a quem por aqui andar , pois nós somos tão breves e tão frágeis nas mãos de uma força tão poderosa.Onde está Deus ? Perguntava Fernando Pessoa impotente ante o misterioso e o Homem continua procurando sem o encontrar perplexo e inconformado perante as manifestações terroríficas da nossa mãe.
Somos pó e em pó nos transformaremos , a nossa missão é participar nessa continuidade, pois a terra alimenta-se de nós pobres mortais que julgamos seres superiores que temos a coragem de enfrentar o desconhecido e incompreensível , resumindo e concluindo o planeta terra tem as suas defesas e renascerá da cinzas quantas vezes for preciso e nós iremos sendo dizimados uns atrás dos outros em parte graças à nossa acção , incapazes de gerir o paraíso e pondo em causa a felicidade e a qualidade de vida das gerações vindouras .O ciclo vai continuar até que o sol um dia adormeça para sempre e as trevas se instalem no vazio sem vida e o mistério e o incompreensível só a Deus pertence...
Enquanto andarmos por cá perante a fatalidade era muito bom que todos nos esforçássemos por tornar a nossa estadia mais agradável , pois estamos de passagem e a empatia na nossa relação com o outro deve ser fulcral nas relações entre nós mortais , era bom que conseguíssemos ver o nosso semelhante como um amigo que nos estende a mão quando precisamos e não como um competidor que se atravessa no nosso caminho como ma praga mutilando-nos e impedindo-nos de sonhar.
O meu discurso é pura ilusão , o mundo não vai mudar nunca a nós só nos resta adaptar-nos , se queremos sobreviver , é muito natural a lei da selva : os animais mais fortes por instinto de sobrevivência dominarão sempre os mais fracos , um ciclo vicioso usurpado pelos Homem , ser racional , que muitas vezes se comporta como o mais irracional de todos os seres que por aqui sobrevivem.
Hoje não vos maço mais com as minhas reflexões , mas se não gostam do que eu escrevo , simplesmente não clicam na voz de maria , o então manifestam o desagrado comentando, eu dou um exemplo quando não gosto de um programa de televisão mudo de canal , diante do stress moderno do dia a dia não é uma fatalidade temos ver e ouvir tudo, podemos seleccionar o que nos agrada.
Termino pedindo que reflictam em tudo o que escrevi e que pensem que a Terra é a nossa única casa e por isso deveremos presverá-la , vamos respeitar todos os seres vivos como se da nossa família se tratassem.
O natal aproxima-se pelo simbolismo da quadra enterremos todos o machados de guerras mesquinhas e não os desenterremos jamais, seria tão bonito!!!...
Até já.

SAUDADES

Dia sete de Dezembro,
do ano da revolução,
partiste tão de repente,
minha mãe do coração.

Tão jovem , tão sonhadora,
fiquei nesta selva à deriva,
cambaleante segui em frente,
desenrascando-me na vida.

Hoje olhando para trás,
errei como toda a gente´.
reflectindo eu constato,
tudo poderia ter sido diferente.

Incutiste-me valores que eu tanto prezo,
com tanto amor e carinho,
graças a ti querida mãezinha,
não me desviei do caminho.

Amavas a liberdade,
herança que me deixas-te,
no local onde te encontras ,
continuas sendo meu baluarte.

Em qualquer ponto do Universo,
eu sei que velas por mim,
tem sido esta certeza,
que me fez chegar até aqui.

Hoje estou triste,
estou perdida,
é tão grande a saudade,
que tenho de ti mãe querida.

Deixas-te tua filhinha,
o ser que mais amaste,
desculpa querida mãe,
fui eu , não foste tu que falhaste.

Estes versos fi-los no dia sete de Dezembro de 2010 ,e que falta me faz o colo de minha mãe , que falta me faz o seu ombro amigo ! Hoje estou muito triste , sinto-me incompreendida e revoltada com o mundo , só a recordação do ser que mais me amou, fazem suavizar tanta tristeza e encarar a vida com mais esperança pronta a enfrentar as agruras que aí vêm.
Não vos aborreço mais com as minhas lamechiches , em breve voltarei.
Até já.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O HOMEM DO JOGO

Elmano Santos conseguiu ontem no Dragão ser o protagonista do jogo Porto 1 Vitória de Setúbal 0, graças a uma arbitragem com erros grosseiros ao longo do desafio. Assinalou um penalti a favor do Porto que só ele viu , e permitiu uma sucessão de faltas dos jogadores do Vitória que não sancionou e condicionou de uma certa forma o jogo.Relativamente ao jogo, foi um dos piores e talvez o menos conseguido pela equipa portista esta época: Vi em campo uma equipa sem alma e sem atitude e um Hulk com pouca pontaria perante um Vitória de Setúbal sem reacção e conformado com a fatalidade de pouco poder fazer só rematando uma vez na primeira parte à baliza de Helton. Desiludida pergunto onde estava o Porto que eu vi no pantanal de Coimbra ? Onde estava o Porto que eu vi em Viena sob uma tempestade de neve?não foi com toda a certeza o meu Porto que está lançado na luta pelo título nacional 2010/2011, esse Porto foi uma equipa atípica e eu espero tornar a ver a equipa de André Vilas Boas brilhar no panorama nacional e internacional , espero que esse jogo tenha sido uma excepção e no próxima partida volte com a ambição e a humildade que sempre distinguiu a equipa nortenha dos seus rivais mais directos ,Eu não gosto que o Porto ganhe graças a penaltis , mas fazem parte das regras do jogo , eu gosto de ver o dragão visar a baliza com êxito em lances de bola corrida ou então em lances de bola parada marcados de forma espectacular.Elmano Santos acabou por ficar de uma maneira negativa na história deste jogo , fica a sensação que esse senhor prestou um mau serviço ao futebol, talvez por incompetência , mas foi muito contestado no final da partida.
Quero desejar ao Benfica que consiga os três ponto que necessita para continuar na Liga Europa , assim como ao Sporting de Braga , porque somos portugueses e há que torcer pelas equipas nacionais, não o fazer é uma atitude não patriota .
Boa sorte para os dois clubes.
Até já.

Ironia do destino o homem que Jorge Jesus menosprezou foi peça crucial que evitou o descalabro total para o Benfica : Num ano em que prometeu ser campeão europeu , esteve muito perto de abandonar as competições da WEFA , isso só não aconteceu graças ao ex portista Lisandro Lopes que marcou um golo e fez o passe para o golo que salvou o Benfica de Jesus e de Vieira de ser excluído da família europeia do futebol.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

HUMOR

Sabem qual é o animal mais infeliz do Mundo?
- É o boi! Porque passa uma vida inteira com um par de cornos e depois de morto ainda lhe chamam vaca!


Sabem porque o espermatozóide não pára em casa?
- Porque a casa dele é um saco, o pai tá sempre duro e os vizinhos são uns pentelhos


Mãe para a filha mais nova: - Então o que gostavas que o Pai Natal te desse? - Um contraceptivo. - Um contraceptivo??? - Sim, é que eu tenho cinco bonecas e não quero ter mais nenhuma.

Era época de Natal e o juiz sentia-se benevolente ao interrogar o réu. - De que é acusado? - De fazer as compras de Natal antes do tempo. - Mas isso não é crime nenhum!!!! Com que antecedência as estava a fazer? - Antes de a loja abrir.


Vira-se a Virgem Maria para S. Pedro, que tinha as chaves das portas do Céu. - S. Pedro, amanhã posso ir a França? - Podes, mas tens que chegar até à meia-noite, meia-noite e meia, e depois contas o que se passou! Chega à meia-noite: - Toc! Toc! Diz o S. Pedro: - Quem é? - Sou eu! A Virgem Maria! - Então?! Como é que foi lá a França? - Ó pá! Espectacular! A torre Eiffel, o Louvre, ..., lindo, lindo... Ó pá! S. Pedro, amanhã posso ir a Inglaterra? - Podes, pois! Mas já sabes, meia-noite, meia-noite e meia, e depois contas como foi! Chega à meia-noite e meia: - Toc! Toc! - Quem é? - Sou eu! A Virgem Maria! - Então?! Como é que foi lá a Inglaterra? - Ó pá! Lindo! O Big Ben, o Palácio de Buckingham,.... S. Pedro, amanhã posso ir a Portugal? - Ó pá, podes! Mas chega mais ou menos a esta hora, não chegues mais tarde que a meia-noite e meia! Chega à meia-noite,...meia-noite e meia..., uma..., duas..., três..., quatro...: - Toc! Toc! - Quem é? - Diz o S. Pedro meio adormecido. - É A MARIA!!!


ESPERO QUE TENHAM GOSTADO.
ATÉ JÁ.

sábado, 4 de dezembro de 2010

RECEITA DE NATAL

RABANADAS DE MEL
INGREDIENTES:

-Um prato de sopa de leite
-Fatias de pão de véspera
3 colheres de açúcar
- colher de sopa de mel
-Canela


Preparação:

1-Misturar bem o mel e o açúcar no leite morno. Colocar no prato com leite algumas fatias de pão e deixar que fiquem submersas, e deixar 2 minutos o pão a absorver o leite.


2-Colocar uma frigideira a aquecer com um bocado de margarina e colocar o pão a fritar. Deixe o pão a fritar até que cada um dos lados fique dourado, virando, mais ou menos de 1 minuto em 1 minuto.


Colocar numa travessa com um bocado de rolo de cozinha, para absorver a gordura.


3-Por fim polvilhe com canela e açúcar só uma face da rabanada. Se quiser colocar uma pequena porção de mel por cima da rabanada.


4-Servir quente. De preferência que o pão seja de forma, se for papo-seco, cortar ao meio.


BOM APETITE
ATÉ JÁ

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

UM POUCO MAIS DE FUTEBOL

No Sábado passado o Futebol Clube do Porto deslocou-se a Alvalade invicto, sem conhecer o amargo sabor da derrota. Com tristeza os adeptos leoninos mobilizaram-se com a finalidade de fazer sentir a João Moutinho, o sabor da traição por se ter mudado para o dragão, e o apelo para trazerem para o estádio muitas maçãs e de preferência podres, o que pôs as forças de segurança em alerta: “ Não vai entrar uma única peça de fruta em Alvalade”, avisou o responsável, mas parece que as coisas não foram bem assim não só entraram imensas maçãs, como as habituais bolas de golfe marcaram presença como prova que elas se têm generalizado em todos os campos para além do estádio D. Afonso Henriques e Dragão, e também foram atiradas ao relvado cabeças de leitão. O João Moutinho não merecia ser tratado como se fosse um criminoso, ele que carregou anos e anos a equipa do Sporting às costas. Para mim o atleta foi sempre um exemplo de profissionalismo e abnegação a quem eu cheguei a comparar com Deco; um bom organizador de jogo. O salto que deu tem-no confirmado, hoje é um jogador com a auto-estima em alta e muito valorizado. O Sporting talvez tenha feito o melhor jogo da época, se tivesse conquistado os três pontos tinha sido um justo vencedor, foi pena que o golo que marcou, estivesse em outside.Da participação do Porto neste jogo reza a história que a equipa não esteve ao nível a que nos tem habituado e ficará na história deste desafio a expulsão de André Vilas Boas e de Maicom, mesmo assim o Paulo Sérgio não aproveitou os minutos que esteve a jogar contra dez e falhou mais uma vez não fosse ele o treinador da “ melhor equipa do mundo”, onde é que eu já ouvi isso?
O Dragão voltou ao Porto com a sensação que o resultado poderia ter sido diferente, deixando para trás muitas esperanças nos campeões de 2009/2010 de revalidarem o título visto terem ficado mais próximos do leader, o tempo o dirá “ ainda há muitos frangos para virar” e até ao final ainda passaremos por muitas luas, que ganhe o mais regular sem as palhaçadas que têm acontecido nos últimos anos
Segunda-feira José Mourinho e a sua equipa foi até Madrid defrontar a equipa melhor do mundo que joga o futebol mais espectacular na face da terra neste momento. Foi um jogo com sentido único e os golos foram surgindo e no final o Real Madrid encaixou o bonito número cinco e Mourinho abandonou Barcelona com sensatas afirmações, quando lhe pediram para comentar disse: “ É tão fácil comentar este jogo ganhou a melhor equipa em campo, o resultado foi justíssimo”. Também Pepe Guardiola foi um senhor ao reconhecer que tinham jogado contra uma excelente equipa. Foi pena que os repórteres não conseguissem engolir a sua raiva contra os portugueses, talvez eles pagassem pelos quatro a zero que a nossa selecção carimbou a Espanha dias antes.
Depois do dilúvio em Coimbra, Futebol Clube do Porto foi posto à prova debaixo de uma tempestade de neve em Viena , depois de estar a perder por 1 a 0, acabou por superar o desafio com três golos de Falcão, o melhor marcador da Liga Europa. Foram muitas as emoções vividas ali há 23 anos, quando o Porto ganhou pela primeira vez na sua história a Liga dos Campeões, o princípio do prestígio e do estatuto que tem vindo a conquistar no futebol em todo o mundo. Hoje fico por aqui, brevemente voltarei com novos comentários. Até já.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

FINAL DO PORTEFÓLIO

De 21 de Junho a 25 de Junho, tivemos o primeiro contacto com a linguagem JAVA e o formador João pediu-nos para fazer uma pesquisa sobre esta nova linguagem de programação; no fim, elaborámos um trabalho com as informações recolhidas.
Na Quarta-feira, tivemos formação com a Célia, continuando a organização dos nossos portefólios e falámos sobre o estágio.
Na quinta-feira, despedimo-nos da formadora Nadine, fazendo uma análise individual sobre os módulos que a mesma leccionou e terminámos a semana com a apresentação dos trabalhos dos trabalhos sobre a linguagem Java. Ficámos na expectativa: Será a programação Java mais fácil que a programação C/C++?
A semana de 28 de Junho a 2 de Julho ficou marcada com a despedida da formadora Sílvia Alves! Agora só temos formação tecnológica com o formador João Tavanez e esta semana continuámos as aprendizagens em linguagem Java; instalámos o compilador Bluej. No início, foi um pouco complicado, mas no fim, espero que o resultado seja positivo.
No dia 1 de Julho, fez um ano que iniciámos esta formação, entrámos na recta final; pouco resta para finalizar. Contando com o mês de Agosto, que aproveitaremos para recuperar energias, voltaremos em Setembro para estágio, que se prolongará até 19 de Outubro.
O período entre 5 de Julho a 9 de Julho, foi preenchido com a programação Java, que se vai tornando mais familiar para o grupo. Apesar de tudo, isto da programação é um bichinho muito complexo, apesar da simpática tartaruga.
Intercalando com as aprendizagens, aproveitamos os últimos dias em que estaremos juntos, porque em Agosto estaremos de férias e em Setembro iremos para estágio e cada um de nós terá destino diferente. Também a onda de calor que tem assolado o nosso país, parece que está de partida, espero que sim, porque foram dias sufocantes.
A semana de 12 a 16 de Julho decorreu com aulas de informática, esmiuçando as últimas aprendizagens na linguagem de programação em JAVA: a simpática tartaruga tem o dom de nos irritar, tal é a complexidade da matéria! Mas tal como aconteceu com a programação C/C++, no final, muita aprendizagem foi assimilada.
Na Quarta-feira, continuámos com a árdua tarefa do portefólio reflexivo aprendizagens e uma vez que estamos na recta final, temos que dar às unhas e ajustar os últimos detalhes, com vista a fazermos boa figura na apresentação do mesmo, provando o nosso esforço e desempenho na conclusão do curso.
Na Quinta-feira, fizemos uma visita ao Parque da Natureza de Noudar, o que foi bastante bom e nos ajudou limpar as nossas mentes do stress do dia-a-dia: o contacto com a natureza proporciona uma paz e uma sensação de bem-estar única.
A semana de 19 a 23 de Julho, foi iniciada com duas visitas de estudo à cidade de Beja: pela manhã, visitámos uma loja e empresa de informática e, na parte da tarde, fomos recebidos no Instituto Politécnico, onde nos foi dada informação sobre o actual sistema de rede, que faz funcionar o sistema informático do conjunto dos cinco espaços: Serviços Centrais do Instituto Politécnico, Escola Superior Agrária, Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Beja, Escola Superior de Educação, Escola de Saúde.
A Geekcase é uma empresa de informática aberta há apenas dois anos e já estão pensando em ampliar o negócio, porque hoje já se pode considerar uma empresa de sucesso. No Politécnico, visitámos a sala dos servidores e foi-nos explicado o melhoramento das condições nesta sala nova.
Na terça-Feira, o professor João pediu-nos para fazer um relatório sobre as nossas visitas de estudo de dia 19. No dia 21 de Julho, o professor pediu-nos para fazermos um trabalho final em Power Point, que apresentaríamos na semana seguinte; a mim tocou-me em sorte falar sobre o módulo: Administração de Base de Dados, trabalho que anexo.
A semana de 26 de Julho a 29 de Julho, última semana de formação, foi uma semana diferente para mim: apresentei o meu trabalho com algum nervosismo, porque as emoções mexiam comigo: seria a última semana que conviveria com dezanove seres tão queridos para mim e que enriqueceram a minha vida com as vivências vividas nesse treze meses.
Foi com medo e expectativa que iniciei dia 1 de Julho de 2009 esta formação, encontrei um grupo muito heterogéneo: com eles aprendi muito, cada um à sua maneira, deu-me algo, que conservarei o resto da minha vida. Olhando para trás sem querer ser presunçosa, acho que aprendi muito, até na programação, deixei de ser analfabeta, porque a linguagem de programação deixou de ser um bicho-de-sete-cabeças, hoje sei distinguir a programação Java da programação C/C++.
A semana terminou com um jantar de despedida, foi pena não nos termos juntado todos formandos e formadores, tinha sido uma despedida em grande.
Termino com a sensação do dever cumprido. Voltarei em Setembro para o estágio, que irei realizar na Biblioteca Municipal.
Dia dois de Novembro foi o dia da apresentação dos portefólio que correu com toda a normalidade , na data marcada estava eu na Junta de freguesia com muito nervosismo e muito triste pois era o fim dos sonhos que acompanharam a minha vida nos últimos tempos, o futuro é incerto como tudo o é nesta vida.
Por hoje despeço-me .
Até já.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

TRECHOS DO MEU PORTEFÓLIO

2ª fase
De 1 de Abril a ….
No dia das mentiras, não pude de deixar de participar com esse evento anual: com a ajuda do meu neto, enfiei uma “patranha” aos meus colegas e eles “engoliram-na”, o que me deixou muito contente, porque nunca tinha conseguido mentir sem me denunciar. No dia 9 de Abril, despedimo-nos do nosso formador de Inglês e demos uma chegadinha à Feira de Abril, que decorreu de 8 a 11 de Abril no Parque das Feiras e Exposições de Barrancos.
A semana de 3 de Abril a 7 de Abril foi uma semana atípica, tivemos dois furos: segunda e quarta-feira não houve curso, o que me desmotivou imenso. Terça-feira tivemos uma aula interactiva de programação C/C++ e na quinta-feira, continuámos a interagir e fizemos uma aplicação sobre uma máquina virtual de receitas de bolos.
Sexta-feira, continuámos a criar a página Web, tarefa que eu fiz com o Eurico e com o Ricardo, já me estou acostumando a trabalhar em grupo.
Após o dia de Flores, a 13 de Abril, voltámos ao curso: iniciámos a semana com o professor João Tavanez, com programação C/C++ , matéria que eu ainda estou muito longe de dominar. Quarta e sexta, realizámos trabalhos com a formadora Sílvia Alves, no âmbito de Ética e Deontologia: no DR1, abordámos princípios éticos e culturais e dei asas à minha imaginação; o trabalho foi validado. Iniciei o DR2, cujo tema é a ética e as profissões, com o qual tenho aumentado a minha cultura geral, através da pesquisa da NET e com as dicas da formadora.
A semana de 19 de Abril a 26 de Abril decorreu normalmente, com o formador João Tavanez e a formadora Sílvia Alves; também tivemos um contacto por parte do presidente do lar, com vista à criação de um site e fomos falar com o senhor Jacinto Saramago, para percebemos o que é que pretende e também fomos tirar fotografias ao lar.
O dia 25 de Abril foi um dia em que vivi emoções fortes: pela manhã, o meu neto ficou em primeiro lugar no atletismo e à tarde, fui até ao quintalão ver o Jorge receber a taça e passei uma tarde animada com o grupo “Seara Jovem”, que veio de Monforte.
No dia 26 de Abril, tivemos aula com o formador João Aguiar; na terça-feira, continuámos a programação C/C++: foi uma aula interactiva: enquanto um de nós ia fazendo a aplicação, os restantes acompanhavam; foi uma aula diferente. Continuou a formação na quarta-feira: de manhã tivemos CLC, com a formadora Carla Pica e desenvolvemos actividades linguísticas; de tarde, continuámos com o nosso portefólio com a Célia Chamorro. Terminámos a semana com aulas tecnológica com o professor João Tavanez: reparação de um portátil e pesquisas, além da realização de uma página Web. Foi uma semana muito proveitosa.
Hoje, 28 de Abril, olho para o dia 1 de Julho de 2009 e não tenho dúvidas em afirmar: o tempo é a coisa mais rápida do mundo, ainda ontem começou o curso e já a bolsa dos conteúdos se vai esvaziando e o final se aproxima a passos largos.
Esta semana de 3 de Maio a 7 de Maio foi uma semana atípica: Segunda e Quarta-feira não tivemos formação; Terça e Quinta, continuámos com as aulas interactivas em C/C++ e fizemos uma máquina virtual de receitas; concluímos na Sexta-feira com a feitura da continuação da página Web.
A semana de 10 a 14 de Maio de 2010, foi iniciada com a última aula com o professor com o professor João Aguiar; continuámos na Terça-feira, com programação em C/C++; Quarta-feira tivemos CP5 e iniciámos o DR4 " Temas Morais e Comunitários". Terminámos a semana criando páginas pessoais. Foi uma semana muito produtiva.
A semana de 17 a 21 de Maio foi preenchida com tecnologia e programação: na segunda e na sexta-feira, investimos na feitura de páginas Web pessoais, que vão contar para a avaliação do módulo. Na Terça e Quinta-feiras, aperfeiçoámos as nossas aprendizagens com aplicações C/C++. Na Quarta-Feira, houve uma lufada de ar fresco com uma disciplina de base com a formadora Sílvia Alves: iniciámos o DR4, que nos pede para fazer um trabalho sobre a Comunidade Global e analisar tópicos relacionados com o tema.
Esta semana 24 de Maio a 28 de Maio, tivemos a última aula com a Carla Pica, não seria justa se não o dissesse: foi muito bom o que aprendi e foi bom poder dar asas à imaginação nas diversas actividades que desenvolvemos. Lembro “Menino de Sua Mãe”, uma poesia que nos falava de um soldado morto em combate, o eu poético realçava a sensibilidade do autor. Sentir saudades é uma das características do povo português, eu já as tenho da formadora Carla e dos conteúdos das suas aulas. Nos restantes dias da semana, a formação foi preenchida com criação de páginas Web.
Na semana de 31/5 a 4/6, apenas tivemos apenas dois dias e meio de formação, e foi preenchida com o ensaio de feitura da página Web para o Lar. Foi um trabalho feito em grupos de dois elementos; o trabalho escolhido foi o do Marco e Sónia. Agora só falta a concordância do senhor presidente do lar Nossa Senhora Conceição. Foi um trabalho feito com muito empenho e juntámos o útil ao agradável, acabou por ser uma tarefa muito instrutiva.
Relembro agora que no dia 30 de Maio, o Barrancos Futebol Clube, ganhou a taça distrital contra o Odemira.
Entre 7/6 e 11/6, devido ao feriado do 10 de Junho e aos furos que tivemos, a semana foi mais curta: dois dias e meio de aulas. Tivemos dois dias com o formador João Tavanez e fizemos revisões de programação em aplicações C/C++: Via verde, Despesas com o carro. Foi engraçado! Na quarta-feira, tivemos formação com a Nadine e terminámos um trabalho em grupo: execução de um panfleto sobre a prevenção rodoviária.
Felizmente, de 14/6 a 17/6, a nossa formação voltou à normalidade: tivemos os cinco dias da semana preenchidos com formação. Segunda, Terça, Quinta e Sexta-Feira tivemos formação tecnológica com o professor João Tavanez; fizemos a revisão das competências adquiridas na programação, tendo em vista a revalidação de um módulo, e fizemos a apresentação do mesmo.
Na quarta-feira de manhã tivemos "Cidadania e Profissionalidade", com a formadora Sílvia e de tarde com a formadora Nadine, STC. Em ambos os casos estamos na recta final da formação e preenchemos o tempo com os últimos DRs.
A distância para o final do curso vai-se encurtando e a ansiedade perante os resultados finais já começa a pairar no ar. O sol esta semana veio visitar-nos, deixando para trás a senhora chuva, que bastante nos tem atormentado nos últimos tempos.
Não quero terminar sem fazer uma referência ao mundial 2010 e à nossa selecção, que nos decepcionou frente à Costa de Marfim: foi um conjunto de individualidades, que jogaram sem alma e nada fizeram para honrar o nome de Portugal. Esperemos que frente à Coreia do Norte, haja equipa e atitude e nos salvem da humilhação.

Brevemente voltarei.
Até já.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

FRANGO ESTUFADO

Ingredientes:
1 frango cortado aos bocados
4 batatas médias
1/2 lata de molho de tomate
1 cenoura grande
1 folha de louro
4 dentes de alho
1 cebola grande
2 colheres de azeite de oliva
1 caldo de galinha
sal
pimenta preta
50g de margarina
alho
Preparação:
Numa panela coloque: 1 colher de manteiga,azeite, e deixe refogar a cebola e o alho , depois junte o frango e frite ,quando estiver douradinho,acrescente a cenoura ralada e meia lata de molho de tomate,dissolva o caldo de galinha e acrescente somente meio copo da água,coloque os restantes temperos e a batata cortada em cubos, e deixe cozinhar por mais vinte e cinco minutos em lume brando.
BOM APETITE, ATÉ JÁ.

HUMOR

Joãozinho vai a farmácia. - Seu Joaquim, me dê uma caixa de supositórios. Distraído, o menino pega a caixa e vai saindo da farmácia sem entregar o dinheiro. - É pra pôr na conta de sua mãe? - Pergunta o farmacêutico. - Não, é prá pôr no c*u do meu pai!


Joãozinho está brigando na rua, com um menino que deveria ter a metade da sua idade. Um senhor que passava por eles se aproxima e os separa. - Você não tem vergonha? - Diz ele se dirigindo ao Joãozinho. - Bater num menino bem menor do que você? Seu covarde!! - O senhor queria o quê? - Respondeu ele. - Que eu ficasse esperando ele crescer?

O Inverno estava rigoroso: - Epá! Tenho tido tanto frio de noite brrrrr - Faz como eu! Compra uma botija de água quente! Compras ali na farmácia. Mais tarde na farmácia: - Mestre! Quero uma botija de água quente. - Desculpe mas com este frio vendi todas. Mas se tem um gatinho também serve, ponha-o na cama que resulta. No outro dia aparece o homem todo arranhado: - Dê-me um mercúrio para estas feridas. - ?? mas que lhe aconteceu? - Meti o gato na cama como me disse. Abrir a boca ainda consegui mas quando foi para o encher de água quente é que foram elas.

Um Alentejano vai à praia p'ra se bronzear. Deita-se na areia, adormece e quando acorda vê um preto ao lado dele a apanhar sol. - Ó cumpadre, há quanto tempo é que está cá? - Dois dias. - Porra e eu que era p'ra ficar quinze dias.

Era uma vez, um pastor que tinha, naturalmente, um rebanho de ovelhas e o respectivo carneiro para assegurar a continuidade do rebanho. Ora aconteceu um dia uma fatalidade ao carneiro. Deu-lhe uma doença qualquer e morreu, facto que deixou o pastor muito aflito. Foi então ter com um pastor vizinho e contou-lhe o sucedido: - Pois_ amigo, nem queira saber, estou muito preocupado pois morreu-me o meu carneiro e está a aproximar-se a época do cio por isso vim falar consigo a ver se me emprestava o seu carneiro para fazer a cobrição das ovelhas senão fico desgraçado. - Ó compadre, pois não precisa ficar assim preocupado. Olhe não lhe posso emprestar o carneiro porque também não o tenho nem preciso. - Não precisa? Então como é que faz? - É muito simples: Quando chega a época agarro nas ovelhas, levo-as para o monte, para um sítio assim a modos que isolado, que não tenha ninguém à volta, entende? E depois sou eu próprio que faço a cobrição, simples! - Não me diga, compadre! E resulta? Como é que sabe depois quais são as ovelhas que estão cobertas? - Se resulta! É muito simples: De manhã levanto-me e vou à janela. As ovelhas que estiverem ao sol, não ficaram cobertas. As que estiverem à sombra, ficaram! E o pastor, acreditando naquelas tangas todas, assim fez. Meteu as ovelhas todas em cima da camioneta e levou-as para o monte onde ele próprio se dispôs a fazer o serviço que deveria ser feito pelo carneiro... Chegou a casa estafadíssimo e tarde, já se vê :) nem quis comer nem nada. A mulher ficou um pouco admirada mas não disse nada. Até que no outro dia de manhã mais admirada ficou quando já manhã ia avançada e o marido ainda a dormir, nem tinha feito a ordenha nem nada: - Ó Maneli! Acorda hóme que já é tarde! - Ó Maria já vou. Olha faz-me um favor, vai ali à janela e diz-me quantas ovelhas estão à sombra! - Olha, à sombra não está nenhuma. Estão todas ao sol. Não tinha dado resultado. De modo que, toca a carregar novamente as ovelhas para cima da camioneta monte acima até um sítio isolado e toca de ... bem, já sabem a fazer o quê às pobres das ovelhas. Volta a casa ainda mais fatigado; chegou e pôs-se logo a dormir, a mulher já começava a desconfiar, mas mesmo assim não se manifestou. De manhã, já tarde, meio ensonado, diz para a mulher: - Ó Maria, vê-me lá se está alguma ovelha à sombra e vem-me dizer. - Ó Maneli, não está nenhuma nem à sombra nem ao sol! Estão todas em cima da camioneta!_

BOAS GARGALHADAS, ATÉ JÁ.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

PARTILHA DE PORTEFÓLIO

Olá estou de volta e decidi partilhar convosco o meu portefólio:
No dia 1 de Julho teve início o curso, que foi muito complicado para mim, achava que nunca seria capaz de compreender a linguagem informática, pensei mesmo em desistir, mas graça aos incentivos dos meus colegas e professores, ponderei e acabei por tomar a decisão de não abandonar o barco.
Não posso ignorar que, sem a preciosa ajuda do meu colega Ricardo, eu talvez não tivesse conseguido ultrapassar tantos obstáculos: foi a muleta que me amparou nesses tempos tão difíceis, encontrei no meu caminho uma pessoa bonita, que sempre esteve no meu lado desde o primeiro minuto.
Relembro que a minha primeira aula foi com a formadora Carla, com o módulo CLC 5. Eu gostei, porque é uma área onde me sinto muito confortável, lembro-me que fizemos uma introdução às novas tecnologias, começando por abordar questões sobre o telemóvel.
As aulas de informática eram um tormento para mim, ver-me perante um computador frio e distante, que eu cheguei a odiar… O meu corpo estava ali, mas a minha mente vagueava sem nexo.
No meio da escuridão, uma luzinha brilhou ao fundo do túnel com a primeira aula de inglês, disciplina que nunca dominei, mas naquele dia, fiquei extasiada. Tive vontade de mencionar o facto e saiu-me isto:

Hoje fumei o cachimbo da paz com o computador: consegui iniciar e acabar um trabalho, com a ajuda da Carla. Foi um simples trabalho, mas para mim, de extrema importância, e por isso, vou inclui-lo no meu Portefólio. Na parte da tarde, tivemos a primeira aula de inglês: bastante agradável, pois foi um teste à minha memória! Foi bom verificar que os conhecimentos adquiridos há trinta e cinco anos, continuam vivos na minha memória. De repente, deu-me vontade de me apresentar:
Hello! Hi!
My name is Maria
I am fifty years old
My address is 30 Luis de Camões, street
No dia 3 de Julho, a Célia fez-nos um desafio e eu respondi assim:
Como me vejo?
Faminta de liberdade. Insegura perante o curso, pois não sei se conseguirei os objectivos propostos, mas tento ser realista e acreditar em mim e lembrar-me da lição dos rios que nos diz: Os rios nunca param perante qualquer obstáculo, contornam-no e chegam sempre ao mar, e penso que o sonho comanda a vida, e sempre que o homem sonha, o homem pula e avança, como bola colorida, entre as mãos de uma criança. Neste momento, tenho vontade de sonhar, enquanto conseguir sonhar, significa que mantenho a vontade e motivação para continuar vivendo.
Como me defino como pessoa?
Justa
Humana
Sensível
Tolerante
Empática

Como defino como membro da sociedade?
Respeito a diferença
A minha liberdade acaba onde começa a liberdade do outro.
Não acuso ninguém sem provas.

Como membro da família?
Respeito todos os membros da família
Sei ouvir
Tento ser tolerante
Ajudo no que posso

Como me defino como Profissional?
Pontual
Responsável
Saber ser
Saber fazer


Dia 30 de Julho, a Célia questionou-nos e respondi assim:

As minhas expectativas para este curso são…
Chegar ao fim
Aumentar a minha cultura geral
Escrever bem no computador

Daqui a um ano gostaria de…
Sentir-me bem comigo própria
Ter uma boa relação com os colegas e formadores
Saber pesquisar na Internet
Superar as tarefas que me forem propostas

Aprendo melhor quando…
Me concentro, e penso que tudo com esforço, se consegue
Quando há silêncio

Tenho mais dificuldades quando …
Me enervo e acho que tudo é chinês para mim, e nunca vou conseguir aprender a mexer no computador
Também me enervo quando há barulho excessivo

A Célia fez-nos um desafio, que ajudou à interacção entre os formandos, e que permitiu saber o que os colegas pensam de cada um; o resultado foi o seguinte:
O que os meus colegas pensam de mim:
É uma pessoa realista
É bastante calma e inteligente
É a mulher do “portanto”
Inteligente
Surpreendente
Inteligente
É muito interessada no que faz
Inteligente
Sincera e amiga
Culta
Inteligente
Mulher com coragem
Muito sábia
Corajosa
Senhora empenhada e super inteligente
Muito simpática
Senti, por tudo o que foi escrito, mais um incentivo para continuar. Hoje estou feliz por fazer parte deste grupo tão heterogéneo, que me impressionou de uma forma positiva e que me deu imenso.
O Curso foi decorrendo normalmente, comecei a pesquisar na Internet, o que me ajudava a fazer os trabalhos pedidos pelos formadores. A minha relação com o computador ficou mais próxima e os meus medos foram desaparecendo.
Em Agosto de 2009, tivemos quinze dias de férias; voltámos dia 2 de Setembro, após a Feira de Barrancos, que decorreu com normalidade; o grupo voltou com saudades das emoções vividas nos últimos dias, esperando que o tempo passasse rápido e que o próximo Agosto esteja aí mesmo, ao dobrar da esquina.
Para a semana continuarei a divulgação do portefólio, felicidades e até já.

RECEITA DA SEMANA-ARROZ DE PATO

Este arroz de pato é feito diferente daquele a que normalmente estamos habituados a comer, pois leva um refogado e a carne fica no meio do arroz como se fosse empadão. Esta receita já se faz cá em casa desde há muitos anos, é delicioso mesmo para quem não gosta de arroz de pato.

Ingredientes:
- 1 pato médio
- 8 mãos cheias de arroz
- 2 cebolas
- 1 chouriço corrente
- raminho de salsa
- Azeite q.b.
- Sal e pimenta preta q.b.
- Caldo de galinha



Primeiro coze-se o pato, com água, sal um pouco de cebola. Depois de cozido tiram-se os ossos, as peles e gorduras e desfia-se a carne.
Num tacho põe-se um pouco de azeite, a cebola cortada em bocadinhos pequenos e refoga-se até ficar a cebola lourinha, junta-se um pouco de chouriço cortado em bocadinhos pequenos, a carne do pato, um pouco do caldo de galinha, a pimenta preta e por fim bastante salsa picada e deixa-se refogar um pouco.
Na água onde cozemos o pato, coze-se o arroz com o outro bocadinho do caldo de galinha, deixa-se o arroz ficar malandrinho com um pouco de molho.
Num tabuleiro pomos uma camada de arroz depois uma camada da carne refogada e novamente outra camada de arroz, por cima do arroz pomos rodelas de chouriço para finalizar e vai ao forno durante mais ou menos 30 minutos.
Acompanhamos com salada de tomate e alface.

Experimentem e espero que gostem.
Até já.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

PARA REFLECTIR

Era uma vez um rapazinho que tinha um temperamento muito explosivo.

Um dia, o pai deu-lhe um saco cheio de pregos e uma tábua de madeira.

Disse-lhe que martelasse um prego na tábua cada vez que perdesse
a paciência com alguém.

No primeiro dia o rapaz pregou 37 pregos na tábua. Já nos dias seguintes,

enquanto ia aprendendo a controlar a ira, o número de pregos martelados por dia foram diminuindo gradualmente.

Ele foi descobrindo que dava menos trabalho controlar a ira do que ter que ir todos os dias pregar vários pregos na tábua...

Finalmente chegou o dia em que não perdeu a paciência uma vez que fosse.

Falou com o pai sobre seu sucesso e sobre como se sentia melhor por não explodir com os outros.

O pai sugeriu-lhe que retirasse todos os pregos da tábua e que lha trouxesse.

O rapaz trouxe então a tábua, já sem os pregos, e entregou-a ao pai. Este disse-lhe:

- Estás de parabéns, filho! Mas repara nos buracos que os pregos deixaram na tábua. Nunca mais ela será como antes. Quando falas enquanto estas com raiva, as tuas palavras deixam marcas como essas. Podes enfiar uma faca em alguém e depois retira-la, mas não importa quantas vezes peças desculpas, a cicatriz ainda continuará lá. Uma agressão verbal é tão violenta como uma agressão física. Amigos são jóias raras, cada vez mais raras. Eles fazem-te sorrir e encorajam-te a alcançar o sucesso. Eles emprestam-te o ombro, compartilham os teus momentos de alegria, e têm sempre o coração aberto para ti.

FELICIDADES,ATÉJÁ.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

ANEDOTA

A diferença entre ser SOGRA do genro e SOGRA da nora

Duas distintas senhoras encontram-se após um bom tempo sem se verem.
Uma pergunta à outra:
- Como vão seus dois filhos... a Rosa e o Francisco?
- Ah! querida... a Rosa casou-se muito bem. Tem um marido maravilhoso.
É ele que levanta de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, faz o café da manhã, arruma a casa, lava as louças, recolhe o lixo e ajuda na faxina.
Só depois é que sai para trabalhar, em silêncio, para não acordar a minha filha. Um amor de genro! Benza-o, ó Deus!
- Que bom, heim amiga! E o seu filho, o Francisco? Casou também?
- Casou sim, querida. Mas tadinho dele, deu azar demais.
Casou-se muito mal... Imagina que ele tem que levantar de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, fazer o café da manhã, arrumar a casa, lavar a louça, recolher o lixo e ainda tem que ajudar na faxina! E depois de tudo isso ainda sai para trabalhar, em silêncio, para sustentar a preguiçosa, vagabunda, encostada da minha nora - aquela porca nojenta e mal agradecida!

CONCLUSÃO:
"Mãe é Mãe! Sogra é Sogra"!!!

Espero que tenham gostado , até já.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

SEMPRE PORTO

Aqui estás tu, jovem dragão
Acordado no outro século
À espera de um lugar
Difícil de encontrar
No treino vive a esperança

No jogo a certeza
De mais uma vitória
Que tens de conquistar
Que tens de conquistar

Ai estes são os filhos do Dragão
Unidos para vencer
Ansiosos por fazer
Deste Porto campeão

Em cada estádio nada a temer
No momento da decisão
A vitória é uma ordem
Ninguém pode quebrar
O nosso vício de ganhar

Ser Portista é uma bênção
Que não se pode partilhar
Dá tudo pelo clube
Porque só o sabe amar

Ai estes são os filhos do Dragão
Unidos para vencer
Orgulhosos por fazer
Deste Porto campeão


Dia sete de Novembro de 2010 , tudo ficou claro como a água : O Futebol Clube do Porto é sem margem para qualquer dúvida a melhor equipa do nosso campeonato e uma das melhores do mundo como o tem demonstrado nos últimos anos .A humildade de André Vilas Boas apagou a pouca inspiração do catedrático Jorge Jesus a quem dou os parabéns pois pela primeira vez teve a capacidade e admitir a qualidade dos adversários , ele que costuma desvalorizar tudo o que está ligado ou já esteve lá para as bandas do Dragão.
Ainda há dias desvalorizou o valor de Lisandro , hoje jogador do Lyon , mas que outrora desfilou com sucesso equipado com a camisola azul e branca , o senhor catedrático frisou que o Lisandro não era assim tão importante na equipa do Lyon e eu questiono, se o Lisandro tivesse dado a sua coloboração à sua equipa não teria o Benfica morrido na praia, depois de estar a vencer por um explicito três a zero , se o jogo tivesse durado mais uns minutos AI JESUS, O QUE TERIA ACONTECIDO!?
Envio daqui uma mensagem que nunca irá chegar aos destinatários : Muitos parabéns pela humildade , pela persevarança , por essa alegria que transmitem quando estão em campo : sois uma equipa.SEMPRE PORTO,NÃO DEIXAREI DE TE APOIAR JAMAIS , SEMPRE ESTIVE CONTIGO DESDE JOSÉ MOURINHO E NÃO ME ARREPENDO , TÊM SIDO GRANDES AS EMOÇÕES QUE CONTIGO TENHO VIVIDO.
ENTRE TANTOS OUTROS TENHO UM SONHO:DESFRUTAR DA BELEZA E VIVER AS EMOÇÕES DO FUTEBOL NAS BANCADAS DO ESTÁDIO DO DRAGÃO.
ESPERO NÃO VOS TER ABORRECIDO,DESPEÇO-ME COM UM ATÉ JÁ.

domingo, 7 de novembro de 2010

DIA DE S.MARTINHO

Dia 11 de Novembro,
é dia de São Martinho
vou comer castanha assada,
e provar o novo vinho.

Uma lenda me contaram,
do dia de São Martinho ,
certo cavaleiro andava,
no seu lindo cavalinho.

Martinho era seu nome,
e tinha bom coração,
encontrou m pobrezinho,
sem ter roupa, sem ter pão.

Martinho com muita pena,
não tendo nada que dar,
metade da sua capa,
ao pobre foi entregar.

Nosso Senhor lá do céu,
recompensou São Martinho,
aqueceu a terra inteira,
com o bendito solinho.


Hoje quis partilhar com vocês este quinteto de quadras que escrevi num dia de inspiração , espero que tenham gostado.
Voltarei brevemente, até já.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

ESMIUÇAR MEMÓRIAS

Em 2004, engrossei a lista de desempregados deste país: fiquei em casa, ruminando as minhas frustrações. Entrei mesmo em depressão! Acabei pedindo para ser requisitada, com o intuito de ter os dias mais preenchidos e aumentar o rendimento mensal.
Durante três anos e tal, fui saltando de trabalho em trabalho, aprendi muito na área das limpezas e caiados, o que contribuiu bastante para o enriquecimento de aprendizagens novas, e que me proporcionou fazer novas amizades e conhecer pessoas bonitas.
No final de 2008 eis-me novanente desempregada sem apoio de qualquer protecção social, e como não me sentia confortável na situação de dependente do meu marido, a única saída que encontrava eram os cursos de formação, mas parecia que o diabo estava sempre atrás da porta e todos os cursos passavam ao lado, sem sentir vontade de alguém de me dar essa oportunidade, a que eu cidadã portuguesa tinha direito, cheguei a sentir-me mesmo uma excluída da sociedade, então senti na pele e na alma o drama do desemprego. Sentia-me inútil e entrei muitas vezes em depressão, de onde consegui sair com muita força de vontade sem recorrer a químicos, pois a vida é tão bela e vale a pena lutar, pela continuidade nesta selva, onde cada vez é mais complicado sobreviver.
FORÇA HÁ QUE CONTINUAR A LUTAR PELA SOBREVIVÊNCIA , EU QUERO CONTINUAR POR AQUI AINDA POR MUITOS ANOS , QUERO VER O MEU NETINHO CRESCER A QUEM DESEJO OS PARABÉNS PELAS NOVE PRIMAVERAS QUE ONTEM COMPLETOU E DEDICO-LHE A SEGUINTE QUADRA:

ÉS A MAIS LINDA FLOR,
QUE TENHO NO MEU JARDIM,
ENVIO-TE COM CARINHO,
MUITOS BEIJINHOS SEM FIM.

PARA A SEMANA VOLTAREI, ATÉ JÁ.

JÚLIO CRISTO

A história de Júlio Cristo pode confundir-se com a história do melhor jogador de futebol português da actualidade : Cristiano Ronaldo, idolatrado por todo o mundo.
Menino pobre, a fama fez dele um ser superior com poderes mágicos confundindo-se mesmo com o próprio Jesus Cristo, daí o nome do livro que o autor escreveu sobre o tema.
Júlio Cristo vive num palacete rodeado de todos os luxos e mordomias com a sua mãe que se comporta como todas as mães sempre carinhosa, zelosa e atenta com o ambiente que rodeia o seu pintainho. A nossa estrela tem tudo o que o dinheiro pode comprar e não é pouco: carros de alta cilindrada, relógios, os mais variados equipamentos tecnológicos, mulheres que necessita seleccionar porque são tantas as candidatas que é complicado escolher quem tem perfil especial para fazer parte dos seus tramas amorosos.Mesmo assim Cristiano faltava-lhe alguma coisa e então idealizou ter um filho que teria o dom de o completar como homem e pensou: “ Eu quero e posso”, e assim em Junho de 2010 foi anunciado ao mundo o nascimento de Cristiano Ronaldo Júnior filho em exclusividade de Cristiano Ronaldo e de uma barriga de aluguer, especula-se e contam-se histórias sobre o enredo que levou ao nascimento dessa criança bafejada pela sorte e dizem as más-línguas que a sua progenitora de origem humilde proporcionou momentos de prazer à nossa estrela que já se esqueceu das suas remotas origens.
Júlio Cristo tem tudo, mas sente-se prisioneiro do futebol e de tudo que gira à volta da sua carreira, e para quem atingiu um patamar tão alto, não é dono das decisões que toma, eu pergunto se na decisão de ter um filho , não houve o aconselhamento de terceiros e talvez a última palavra não tivesse sido dele.Cristiano Ronaldo é prisioneiro do futebol que lhe proporciona tudo o que o mais comum dos mortais inveja, mas simultaneamente acorrentam-no correntes invisíveis que o impossibilitam de gozar a vida na sua plenitude . Os interesses económicos limitam a sua liberdade e não deixam transparecer o verdadeiro Júlio Cristo.
Júlio Cristo apaixonou-se de verdade, mas a sua carreira impossibilitou-o de ser feliz e acabou por matar a sua amada, cujo corpo a sua mãe cozinhou e pela primeira vez abriram-se os portões do seu palacete vez e foi servido ali no jardim um suculento ensopado que matou a fome de curiosidade a quem há muito desejava decifrar os mistérios que se escondiam por detrás daqueles muros, e de lá saíram com as pontas soltas do amor que Ronaldo ambicionou ter.
Dia 18 de Junho de 2050, na mansão Ronaldo é dia de festa, Cristiano Ronaldo completa 40 primaveras e o tenista irá passar esse dia com os seus pais; Ronaldo e Celine, que o destino um dia separou, o mesmo destino que tornou a junta-los anos depois quando o futebolista pendurou as chuteiras e pode tomar decisões próprias e uma delas foi trazer a mãe do seu filho para junto de si e voltar às origens onde pretende terminar os seus dias e assim começa uma imprevisível história de amor.